sexta-feira , 26 maio 2017

Fique alerta para o mal silencioso: Pressão alta

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a mais freqüente das doenças cardiovasculares. É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal.

Para chamar a atenção da população neste Dia Mundial da Hipertensão, 17 de maio, o dr. Alfredo A. Eyer Rodrigues, cardiologista do Hospital Sepaco, explica que a hipertensão ou pressão alta é caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, e lembra que cerca de 90% dos casos deste mal não tem uma causa definida.

No Brasil, são cerca de 17 milhões de portadores de hipertensão arterial, 35% da população com, pelo menos, 40 anos. Esse número é crescente e o aparecimento desta doença está cada vez mais precoce. Estimativas apontam que cerca de 4% das crianças e adolescentes também sejam portadoras. A carga de doenças representada pela morbimortalidade devida a esta doença é muito alta e por tudo isso a Hipertensão Arterial é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo.

A hipertensão arterial acontece quando a nossa pressão está acima do limite considerado normal, que, na média, oscila entre 120 e 80 milímetros de mercúrio, ou simplesmente 12 por 8. Valores inferiores a 14 por 9 podem ser considerados normais a critério médico. As pessoas com familiares hipertensos, que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, estão acima do peso, exageram no consumo de álcool ou são diabéticas, têm mais risco de desenvolver a hipertensão.

Por ser na maior parte do tempo assintomática, a HAS é conhecida como mal silencioso. Seu diagnóstico e tratamento é frequentemente negligenciado, somando-se a isso a baixa adesão, por parte do paciente, ao tratamento prescrito. Estes, são os principais fatores que determinam um baixo controle da HAS em todo o mundo, a despeito dos diversos protocolos e recomendações existentes e maior acesso a medicamentos.

Modificações de estilo de vida são de fundamental importância no processo terapêutico e na prevenção da hipertensão. Alimentação inadequada, sobretudo quanto ao consumo de sal, descontrole do peso, sedentarismo, tabagismo e uso excessivo de álcool são fatores de risco que devem ser adequadamente abordados e controlados. Mesmo tendo este cuidado, o uso de doses progressivas de medicamentos não resultará no alcance dos níveis recomendados de pressão arterial. “Apesar de ser uma doença crônica, sem cura, a hipertensão é controlável e, ao ser controlada, os riscos de infarto e, principalmente, AVC são reduzidos”, avalia o médico.

Evidências demonstram que estratégias que promovam modificações de estilo de vida são mais eficazes quando aplicadas a um número maior de pessoas geneticamente predispostas e a uma comunidade. A exposição coletiva ao risco e, como conseqüência da estratégia, a redução dessa exposição, tem um efeito multiplicador quando alcançada por medidas populacionais de maior amplitude.

Obviamente, estratégias de saúde pública são necessárias para a abordagem desses fatores relativos a hábitos e estilos de vida que reduzirão o risco de exposição, trazendo benefícios individuais e coletivos.

“A dica é sempre modificar os fatores relacionados às condições de vida, ou seja, manter uma alimentação equilibrada, com redução de sal e gorduras saturadas, controlar o peso, praticar atividades físicas, evitar o fumo e as bebidas alcoólicas”, afirma o Dr. Rodrigues. É recomendável ainda ter um especialista acompanhando a situação para receitar os medicamentos específicos, quando necessários, e investigar precocemente as possíveis complicações. 

Nunca se esqueça: a hipertensão é uma doença multifatorial, depende de idade, sexo, genética, peso, alimentação, hábitos de vida e estresse. Alguns destes fatores serão controlados com medicação, outros não podem ser modificados e outros dependem de um comprometimento do paciente. O mais importante é que médico e paciente tenham um esforço conjunto para combater esse mal.

Lembre-se dos 10 mandamentos para prevenção e controle da pressão alta:

  1  Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.

  2  Pratique atividades físicas todos os dias.

  3  Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.

  4  Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.

  5  Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.

  6  Abandone o cigarro.

  7  Nunca pare o tratamento, é para a vida toda

  8  Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.

  9  Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.

 10 Ame e seja amado.

 

Sobre o Sistema Sepaco de Saúde

O Sepaco, fundado em 1956, inicialmente para atender o setor papeleiro, transformou-se em um Sistema Integrado de Saúde, agregando hospital, operadoras de saúde e autogestão.

Pioneiro no controle de infecção hospitalar no Brasil, o Hospital Sepaco atualmente também atende operadoras de saúde, assim como clientes particulares.

Focado em alta complexidade e pediatria, o hospital está localizado na Vila Mariana, São Paulo, e possui 228 leitos, sendo 73 de UTI (40 para adultos e 33 Neopediátrica), um corpo clínico com sólida formação profissional em várias especialidades, além de contar com modernos equipamentos para diagnósticos, como tomografia, hemodinâmica e uma área própria para oncologia.

Para realização de pequenas cirurgias, com alta no mesmo dia, a instituição oferece ainda o Hospital Dia Sepaco, na região do Jardim Paulista, São Paulo/SP.

Acesse: www.sepaco.org.br

Facebook: www.facebook.com/oficialsepaco

 

Por Soraya Simón.