terça-feira , 22 agosto 2017

Insônia: 30% dos brasileiros sofrem desse mal

Mau humor, falta de memória, desanimo, são sintomas que aparecem quando se sofre de algum distúrbio do sono. De acordo com estudo feito pelo Instituto Brasileiro do Sono, cerca de 30% dos brasileiros sofrem de insônia. Para o neurologista e médico preventivo José Augusto Lemos, são diversos os fatores desencadeadores deste transtorno, desde estresse até bipolaridade.

O especialista afirma que identificar os sintomas é a melhor estratégia para combate a insônia. “É importante o que o paciente saiba identificar e distinguir se aqueles sinais que ele apresenta são relacionados a esse mal ou se são de alguma doença física ou mental. Ao procurar o especialista, o paciente será encaminhado para realizar diagnóstico que analisa o ambiente que está inserido, seus hábitos físicos e alimentares, entre outros fatores”, aponta.

Ambientes desconfortáveis, com luzes intensas e, até mesmo, o uso de equipamentos eletrônicos antes de dormir, inibem a produção de melatonina, o hormônio responsável por organizar as funções do organismo durante o dia. Segundo José Augusto, nesses casos, não há como dormir melhor se o problema de base não for tratado. Além disso, doenças como depressão, ansiedade, bipolaridade ou estresse, podem ser fatores desencadeadores desse transtorno.

O paciente pode identificar e tratar esse transtorno utilizando técnicas como psicoterapias, que restringe o sono e que devem ser feitas com acompanhamento médico. O uso de diário do sono, com relatórios que apresentam informações sobre a qualidade e a quantidade de horas dormidas, também pode ser aliado no tratamento.

Mas o especialista alerta que o processo de cura se inicia após um diagnóstico correto, com a detecção da causa da insônia. Para o neurologista quando um caso é considerado mais grave, o paciente pode contar com o auxílio de medicamentos que ajudam em uma noite de sono agradável. “A medicação pode ser uma grande aliada para pacientes com insônia crônica. Desde que sejam prescritos por um médico e utilizado em curto prazo”, finaliza o especialista.

ES HOJE