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	<title>Culinária &#8211; Jornal Entrevista</title>
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		<title>Sabores que unem gerações: a força da gastronomia nas tradições capixabas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação QCE]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Gourmet]]></category>
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<h2 class="wp-block-heading">Mais do que um atrativo econômico, a gastronomia continua sendo uma expressão viva da identidade capixaba</h2>



<p>*<em>Artigo escrito por Gisa Holtz, formada em Gastronomia pela UVV, chef de cozinha e diretora do cerimonial Casa Vila</em></p>



<p>Em uma sociedade cada vez mais conectada por telas, mas nem sempre por presença, existe um&nbsp;<strong>hábito</strong>&nbsp;que resiste ao tempo e continua reunindo pessoas de diferentes gerações: sentar-se à mesa. Seja em aniversários, casamentos, festas religiosas ou encontros familiares, a&nbsp;<strong><a href="https://www.folhavitoria.com.br/tag/gastronomia/">gastronomia</a></strong>&nbsp;permanece como uma das expressões mais genuínas de convivência humana. Mais do que alimentar, ela cria vínculos, preserva histórias e fortalece identidades culturais.</p>



<p>No Espírito Santo, essa relação é ainda mais evidente. A culinária capixaba não representa apenas um conjunto de receitas tradicionais, mas um patrimônio afetivo construído ao longo de séculos.</p>



<p>Basta sentir o aroma de uma moqueca preparada na tradicional panela de barro ou acompanhar a tradição da torta capixaba durante a Semana Santa para perceber como a comida tem o poder de despertar lembranças e conectar diferentes gerações.</p>



<p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9HdfD5Ui2VdHXvxT04" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entre no grupo do Folha Vitória no WhatsApp</a></p>



<p>Como profissional da gastronomia, observo diariamente que as pessoas não buscam apenas uma refeição. Elas procuram experiências capazes de gerar acolhimento, pertencimento e memória. Muitas vezes, o sabor de um prato é capaz de transportar alguém para momentos especiais da infância, para a casa dos avós ou para encontros marcantes que permanecem vivos mesmo com o passar dos anos.</p>



<p>A força da gastronomia capixaba também está diretamente ligada à diversidade cultural que formou o estado. A influência italiana é percebida nas massas artesanais, nos almoços de família e nas festas comunitárias que movimentam cidades como Santa Teresa.</p>



<p>Já a tradição pomerana mantém vivas celebrações que reúnem famílias inteiras em torno da comida, da música e de receitas transmitidas entre gerações. Cada prato carrega não apenas ingredientes, mas histórias que ajudam a contar quem somos.</p>



<p>Essa valorização da culinária regional também impulsiona o turismo e movimenta a economia capixaba. Dados divulgados pelo IBGE, em parceria com o Ministério do Turismo, apontam que o Espírito Santo registrou crescimento de 21% na receita turística em 2024, alcançando R$ 563 milhões.</p>



<p>O gasto médio dos visitantes chegou a R$ 2.118 por viagem, demonstrando o potencial econômico das experiências que conectam cultura, lazer e gastronomia.</p>



<p>Não por acaso, o turismo gastronômico tem ganhado cada vez mais relevância. O Sebrae-ES destaca que o setor turístico capixaba vive um momento de expansão, impulsionado pela valorização das experiências locais e pela busca crescente dos visitantes por vivências autênticas.</p>



<p>Nesse contexto, a gastronomia se torna um dos principais cartões de visita do estado, capaz de traduzir sua história, sua diversidade cultural e sua identidade regional em cada prato servido.</p>



<p>Ao mesmo tempo, cresce a procura por experiências gastronômicas mais personalizadas, nas quais o ato de comer está associado à convivência, à celebração e à construção de memórias.</p>



<p>Em um cenário marcado pela velocidade e pelo consumo instantâneo de informações, compartilhar uma refeição continua sendo uma das&nbsp;</p>



<p>formas&nbsp;mais simples e poderosas de conexão humana.</p>



<p>Talvez seja justamente essa capacidade de reunir pessoas que explique por que a gastronomia permanece no centro das celebrações. A comida transforma encontros em lembranças, fortalece laços familiares e mantém vivas tradições que atravessam gerações.</p>



<p>Em um estado que vê o turismo crescer e se fortalecer a partir de suas experiências autênticas, a gastronomia ocupa um lugar de destaque.</p>



<p>Mais do que um atrativo econômico, ela continua sendo uma expressão viva da identidade capixaba. Afinal, receitas podem ser reproduzidas em qualquer lugar, mas os sabores carregados de história, afeto e tradição permanecem únicos.</p>



<p>É na mesa que muitas das nossas memórias são construídas, e é por ela que seguimos celebrando quem somos.</p>



<p>FONTE: FOLHA VITORIA</p>
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