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	<title>construção civil &#8211; Jornal Entrevista</title>
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		<title>ES é um dos estados com a maior rotatividade de mão de obra no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação QCE]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 16:20:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Industria]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de rotatividade de mão de obra ultrapassa 40% em Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo, enquanto no Distrito Federal é menor, a 28,47%, devido à forte presença do setor público.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Na construção civil, taxa de rotatividade no Brasil chega a 65,66% e fica bem acima o apurado para toda a economia brasileira (34,74%)</h2>



<p>A taxa de rotatividade de mão de obra supera o patamar de 40% em três estados do Brasil:&nbsp;<strong>Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo</strong>. E é menor no Distrito Federal (28,47%) por causa da participação relevante do setor público no emprego.</p>



<p>“Estados como Mato Grosso e Goiás têm uma rotatividade acima da média nacional. E isso está associado ao setor da agropecuária”, afirma Lucas Assis, economista da Consultoria Tendências e autor do levantamento. </p>



<p>“A proporção dos setores econômicos distribuídos pelo território nacional influencia nessas taxas de rotatividade dos Estados”, acrescenta.&nbsp;</p>



<p>O setor da <strong>construção civil</strong> é o que apresenta a maior rotatividade de mão de obra no Brasil. Nos 12 meses até agosto, a taxa foi de 65,66%, de acordo com o levantamento da consultoria Tendências. É um número bem maior do que o apurado para toda a economia brasileira (34,74%).</p>



<p>“No setor da construção, a rotatividade é maior porque há um número elevado de postos temporários”, diz Assis.</p>



<p>O levantamento da consultoria considera os dados de setembro de 2023 a agosto deste ano do&nbsp;<strong>Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)</strong>, que apura o emprego com carteira de trabalho assinada em todo o País.</p>



<p>A segunda maior rotatividade foi observada na<strong>&nbsp;agricultura (50,57%)</strong>, também marcada por uma mão de obra temporária. Na sequência, apareceram os setores de&nbsp;<strong>comércio (35,39%) e serviços (32,05%)</strong>.</p>



<p>Grande empregador, o setor de serviços tem cenários distintos de mudança de emprego quando é analisado em detalhe. Em serviços domésticos, a rotatividade é de 60%. Mas é de 17,4% na administração pública.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://assets.folhavitoria.com.br/images/2e2b7960-96db-11ef-bd9a-e92c9c6bb2cf--minified.jpeg" alt=""/></figure>



<p></p>



<p>No Brasil, a troca de trabalho sempre foi elevada. E é pró cíclica. Ou seja, aumenta nos momentos em que emprego está forte – como é o cenário atual. A elevada rotatividade dos profissionais resulta num custo em diversas dimensões. Para as empresas, significa que anos de conhecimentos sobre a rotina da companhia foram embora no momento do desligamento do trabalhador. Numa ótica mais ampla, a economia brasileira perde em produtividade.</p>



<p>“Um desligamento pode custar até 1,5 vez o salário anual de um funcionário”, explica o diretor da empresa de recrutamento Robert Half, Lucas Nogueira. Segundo ele, mesmo quando há o pedido de demissão por parte do empregado, a empresa terá, por exemplo, o custo de um novo processo de seleção e recrutamento e o pagamento de horas extras para quem fica e tem de fazer o trabalho a mais.&nbsp;</p>



<p>“Há um custo financeiro envolvido nesse processo”, diz o executivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As 7 profissões mais procuradas pelas empresas no ES</strong></h2>



<p>No Espírito Santo, há profissões que se tornam cada vez mais escassas quando o assunto é a busca por profissionais. A falta de determinados profissionais se dá por vários fatores: falta de qualificação, oferta incompatível de salários e especializações, e o próprio desinteresse de jovens da geração Z em um cargo de carteira assinada.</p>



<p>Isso faz com que exista um gargalo de contratações de profissionais. E sete ocupações se destacam em meio à dificuldade para encontrar pessoal.</p>



<p><strong>Profissões mais procuradas pelas empresas no ES:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>1) Área comercial estratégica<br></strong><strong>2) Marketing<br></strong><strong>3 Vendas<br></strong><strong>4) Garçons<br></strong><strong>5) Logística<br></strong><strong>6) Gestão de pessoas<br></strong><strong>7) Serviço ao cliente</strong></p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exigências incompatíveis com salários ofertados</strong></h3>



<p>Quando o assunto é a contratação de mão de obra qualificada, muitas empresas esbarram em um problema significativo: uma oferta salarial incompatível com as atribuições e requisitos para um cargo.</p>



<p>É muito comum que empresas exijam alta especialização de seus futuros funcionários, o que acaba não se tornando uma proposta financeira atrativa o suficiente para conquistar os profissionais que de fato preencham essas qualidades.</p>



<p>&#8220;O que acontece é que muitas vezes não há um salário compatível com as exigências. A maioria dos empregadores fala que não tem profissionais capacitados, mas quando o encontram, a oferta de salário não é atraente&#8221;, explica a especialista em Recursos Humanos, Roberta Kato.</p>



<p>Segundo ela, esse é um dos motivos que costuma afastar profissionais de cargos em áreas de logística na indústria.</p>



<p>&#8220;O empregador muitas vezes impõe: quero um profissional que seja bilíngue, que tenha MBA e na hora de remunerar, os salários são R$ 3 mil, R$ 4 mil. Isso acaba afastando essa mão de obra qualificada, porque simplesmente esse vencimento não é compatível com o que é exigido desse funcionário&#8221;, disse.</p>



<p>Fonte: Folha Vitória </p>
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