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	<title>dia das mulheres &#8211; Jornal Entrevista</title>
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		<title>10 conquistas femininas na política brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação QCE]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 11:48:16 +0000</pubDate>
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<p>No Dia Internacional da Mulher, Data Business relembra alguns dos principais marcos da emancipação feminina a partir da política.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As conquistas das mulheres na política</h2>



<p><strong>1. Sufrágio e direito ao voto</strong></p>



<p>As mulheres de todas as rendas e estado civil passaram a ter direito ao voto no Brasil somente em 1932. A primeira mulher eleita deputada federal no país foi a médica Carlota Pereira de Queirós, em 1934, enquanto a primeira senadora a tomar posse ocorreu somente em 1979, a professora Eunice Michiles (Arena).</p>



<p><strong>2. Estatuto da Mulher Casada</strong></p>



<p>O Código Civil de 1916 definia a mulher casada como incapaz de realizar certos atos e previa que ela necessitava da autorização do seu marido para exercer diversas atividades, inclusive a de ter uma profissão ou receber uma herança. Somente em 1962 que a aprovação da legislação conhecida como Estatuto da Mulher Casada que isso mudou, contribuindo para a emancipação feminina. A partir dela, o marido deixou de ser o chefe absoluto da sociedade conjugal e as mulheres puderam se tornar economicamente ativas sem necessitar de autorização, além de ter direito sobre os seus filhos e podendo requisitar a guarda em caso de separação.</p>



<p><strong>3. Convenção da Mulher de 1984</strong></p>



<p>A Convenção da Mulher foi um marco na busca pela “Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher”, representando um marco inicial em um processo de incorporação de tratados internacionais de direitos humanos em prol da isonomia jurídica entre os gêneros.</p>



<p>Adotada em 1979 por uma resolução da Assembléia das Nações Unidas, ela foi ratificada no Brasil em 1984, definindo entre outras questões&nbsp;o que seria a discriminação: “A distinção, exclusão, restrição que seja baseada no sexo e tenha por objeto ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, o gozo ao exercício desse direito pela mulher independentemente de seu estado civil e com base na igualdade entre homens e mulheres”.</p>



<p><strong>4. Primeira Delegacia da Mulher</strong></p>



<p>Em 1985, o Estado de São Paulo foi pioneiro na criação da primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), por iniciativa do&nbsp;então secretário da Segurança Pública Michel Temer (MDB) quando André Franco Montoro (1916-1999) era o governador. Quando presidente, Temer rememorou o episódio definindo-o como “um exemplo para todo o país”.</p>



<p><strong>5.&nbsp; Lobby do Batom na Constituinte</strong></p>



<p>Na Assembleia Nacional Constituinte que ocorreu entre 1987 e 1988, a bancada feminina era composta por somente 26 deputadas, diante de 533 parlamentares homens. Contudo, a atuação e mobilização delas foi importante para obter a constitucionalização da igualdade formal entre homens e mulheres, presente na Constituição de 1988.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As conquistas das mulheres na política</h2>



<p><strong>6. Lei Maria da Penha</strong></p>



<p>Em 2006 foi criado a Lei Maria da Penha como instrumento legal para coibir, punir e prevenir a violência doméstica. Segundo levantamento do IPEA realizado 10 anos após a edição da legislação, ela teve impacto positivo na redução de assassinatos de mulheres, em decorrência de violência doméstica, “diminuindo em cerca de 10% a projeção anterior de aumento da taxa de homicídios domésticos”. O resultado foi atribuído ao aumento da pena para agressores, a melhoria das condições econômicas e de segurança para as mulheres, possibilitando que a vítima realize denúncias, além do aperfeiçoamento do sistema de Justiça Criminal para atender de forma mais efetiva os casos de violência doméstica.</p>



<p><strong>7. Lei do Feminicídio</strong></p>



<p>Uma nova legislação para ajudar na violência contra as mulheres entrou em vigor em 2015. Nela, o ordenamento jurídicou tornou hediondo o assassinato de mulheres por discriminação de gênero ou violência doméstica, endurecendo as penas ao tipificar a ação como “homicídio qualificado”.</p>



<p><strong>8. Lei da Violência política de gênero</strong></p>



<p>Na última legislatura, a Lei 14.192/21 foi responsável por estabelecer normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. O texto também alterou o Código Eleitoral, a Lei dos Partidos Políticos e a Lei das Eleições com relação aos crimes de divulgação de fato ou vídeo com conteúdo inverídico no período de campanha eleitoral.</p>



<p>O objetivo da legislação foi de criminalizar a violência política contra a mulher e garantir, a elas, condições melhores na disputa eleitoral, com&nbsp;normas de prevenção.</p>



<p><strong>9. Mercado de trabalho</strong></p>



<p>Após mais de 5 décadas da Lei do Estatuto da Mulher Casada,&nbsp;a taxa de participação feminina no mercado de trabalho cresceu continuamente, atingindo 54,34% em 2019, segundo estudo da FGV. Contudo, ainda há uma maior empregabilidade proporcional de homens, com uma diferença média entre 2014 e 2019 de pouco mais de 20% — evidenciando os desafios da mulher na inserção no mercado de trabalho.</p>



<p><strong>10. Ainda assim, baixa representatividade na política</strong></p>



<p>Entre 1997 e 2018, estudo da União Interparlamentar, organização internacional responsável pela análise dos parlamentos mundiais, apontou que a representatividade feminina no Brasil ficou somente no 142° lugar. O indicador fica atrás de países como Afeganistão, Uganda e Arábia Saudita.</p>



<p>Em 2023, essa proporção aumentou um pouco, com o Congresso Nacional passando a ter 16 senadoras e 87 deputadas, isto é, 19,75% das cadeiras no Senado Federal e 16,95% na Câmara dos Deputados.</p>



<p>Apesar dos desafios, na legislatura passada as primeiras mulheres foram eleitas para a Comissão mais importante das Casas Legislativas: a senadora Simone Tebet (MDB) no Senado Federal e a deputada federal Bia Kicis (então no PSL) na Câmara dos Deputados, mostrando que o protagonismo das mulheres na política vem, apesar de a passos lentos, gradualmente ocupando maior espaço.</p>



<p>Fonte: Folha Vitória.</p>
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