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	<title>manifestação &#8211; Jornal Entrevista</title>
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		<title>Coletivo fará manifestações contra capacitismo na Ufes nesta quarta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação QCE]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 16:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos]]></category>
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		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
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					<description><![CDATA[O Coletivo Neurodivergentes, que defende os direitos de neuroatípicos e Pessoas com Deficiência (PCDs) na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), realizará duas manifestações no campus de Goiabeiras nesta quarta-feira (31). A primeira será às 13h, no prédio da Reitoria, e a segunda às 18h, no Restaurante Universitário (RU). O coletivo denuncia capacitismo na reprovação do estudante André Luís Fazzolo no edital de Iniciação Científica como voluntário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estudantes denunciam caso de reprovação de aluno autista em edital de Iniciação Científica<a href="https://web.whatsapp.com/send?text=https://www.seculodiario.com.br/educacao/coletivo-fara-manifestacoes-contra-capacitismo-na-ufes-nesta-quarta-feira" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<p>O Coletivo Neurodivergentes, que atua&nbsp;em defesa dos direitos de neuroatípicos e Pessoas com Deficiência (PCDs) na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), vai realizar&nbsp;duas manifestações no campus de Goiabeiras nesta quarta-feira (31). A primeira será às 13h, no prédio da Reitoria. A outra,&nbsp;às 18h, no Restaurante Universitário (RU). O coletivo aponta capacitismo na reprovação do estudante André Luís&nbsp;Fazzolo no edital de Iniciação Científica como voluntário.</p>



<p>Durante as manifestações, também serão&nbsp;abordadas&nbsp;diversas pautas pelas quais neuroatípicos e PCDs têm lutado dentro da instituição de ensino. Em ambos os protestos, haverá panfletagem, afixação de cartazes e apresentações culturais.<br>O universitário é autista e, no projeto, seria orientando do professor do Centro de Educação, Douglas Ferrari, que tem deficiência visual.&nbsp;André Luís, que cursa História, faria uma pesquisa sobre a educação voltada para os cegos nos séculos XVIII, XIX e XX e a trajetória do Instituto Benjamim Constant (IBC).</p>



<p>Ligado ao Ministério da Educação (MEC) e criado por Dom Pedro II, o IBC é uma instituição de ensino voltada para pessoas com deficiência visual. Contudo, embora o estudante tenha tirado boa nota no pré-projeto, o comitê avaliador, informa André Luis, afirmou que a escrita do projeto apresentava problemas quanto à norma culta, não contemplava as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no objetivo geral,&nbsp;e o texto está na primeira pessoa do singular, &#8220;levando a crer que o estudante não tem orientador&#8221;.&nbsp;</p>



<p>O estudante lamenta o ocorrido. &#8220;O problema é que na Ufes a voz é do professor, o aluno é uma formiguinha que o professor pisa como se fosse um lixo&#8221;, diz, recordando que tentou fazer um projeto de iniciação científica com docentes de seu departamento, mas que nenhum se prontificou a orientá-lo por causa da neurodivergência.</p>



<p>A estudante Kael Miguel Lopes, que integra o Coletivo Neurodivergentes, aponta que o fato de André Luís&nbsp;ser autista foi determinante para sua reprovação. De acordo com ela, muitas pessoas neuroatípicas têm dificuldade na escrita, portanto, a universidade deveria disponibilizar tanto para o estudante quanto para seu orientador, que tem deficiência visual, uma monitoria para auxiliar na elaboração do texto. Esse tipo de monitoria, na graduação e na pós-graduação, será uma das reivindicações dos protestos desta quarta.</p>



<p>As demais dizem respeito ao Restaurante Universitário (RU) e à Perícia para avaliar se de fato os estudantes podem ingressar na universidade por meio de cotas para PCDs.</p>



<p>No que diz respeito ao RU, os universitários reivindicam a reabertura do &#8220;RUzinho&#8221;, um espaço que se encontra fechado e que, conforme apontam, se reaberto diminui o barulho no ambiente, o que é importante para pessoas neuroatípicas. Outras reivindicações são identificar PCDs e pessoas neuroatípicas com uma coloração diferente no cartão do RU para ter prioridade na entrada no restaurante; disponibilização de pessoas nas portas laterais para possibilitar a entrada dos cadeirantes, já que elas ficam fechadas e é preciso aguardar muito tempo até que alguém apareça para abrir; e distribuição de protetor auricular.</p>



<p>Também consta entre as demandas, no caso de fornecimento de marmitas, possibilitar que os alunos se sirvam, porque algumas pessoas neuroatípicas não comem se um determinado alimento encostar no outro. Ao poder fazer a própria marmita, o estudante, portanto, tem a possibilidade de escolher os alimentos.</p>



<p>Em relação à Perícia, a reivindicação é que seja feita por especialistas em neurodivergência e que a Secretaria de Inclusão Acadêmica e Acessibilidade (Siac) acompanhe o processo.</p>



<p>Essas iniciativas, acreditam os universitários, evitariam problemas como o ocorrido no início do primeiro semestre letivo de 2024, <a href="https://www.seculodiario.com.br/educacao/ufes-reconhece-autismo-mas-nao-garante-matricula-de-estudantes-pcds" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>quando a Perícia da Ufes não reconheceu que as estudantes Alice Martins Guedes e Letícia Assunção Ramos são autistas</strong>. </a>Após protestos, elas passaram por uma nova Perícia, que reconheceu, mas elas acabaram não podendo efetivar matrícula no curso de Medicina por meio de cotas para PCDs. A alegação da universidade foi de que a quantidade de vagas já estava completa.</p>



<p>Fonte: Século Diário </p>
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		<title>Restaurantes voltam a funcionar e estudantes colocam fim às barricadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação QCE]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 16:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[barricadas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização]]></category>
		<category><![CDATA[Ufes]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Restaurantes Universitários (RUs) da Ufes nos campi de Goiabeiras e Maruípe reabriram nesta segunda-feira (29), encerrando as barricadas dos estudantes. Em Alegre, a reabertura está prevista para quarta-feira (31), com o Auxílio Alimentação Emergencial mantido até lá. Em São Mateus, as marmitas serão fornecidas até que o restaurante reinicie a produção ainda nesta semana. Os estudantes, liderados pela presidente do DCE, Loyane Anorato da Silva Lô, monitorarão a qualidade da comida, podendo retomar as barricadas se ela for insatisfatória devido a queixas anteriores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Qualidade da comida será avaliada por alunos dos campi da Ufes, para decidir sobre novas mobilizações<a href="https://web.whatsapp.com/send?text=https://www.seculodiario.com.br/educacao/restaurantes-voltam-a-funcionar-e-estudantes-da-ufes-colocam-fim-as-barricadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<p>Fechados desde o último dia&nbsp;15, os Restaurantes Universitários (RUs) dos campi de Goiabeiras e Maruípe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) foram reabertos nesta segunda-feira (29). Por isso, os estudantes resolveram colocar fim às barricadas que impediam&nbsp;a realização de aulas. No campus de Alegre, no sul do Estado, a previsão é que o RU seja reaberto nesta quarta (31). Até lá, segundo a universidade, o Auxílio Alimentação Emergencial será mantido. No campus de São Mateus, no norte, o fornecimento de marmitas &#8220;será mantido até que o restaurante possa reiniciar a produção dos alimentos, o que está previsto para ocorrer ainda nesta semana&#8221;.A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Loyane Anorato da Silva Lô, informa que os estudantes vão&nbsp;observar a qualidade da comida. Caso esteja ruim, farão novas barricadas. Ela&nbsp;destaca que a preocupação com a qualidade se dá pelo fato de que o RU tem um histórico de queixas dos universitários quanto a isso, pois já&nbsp;foram encontradas pedra na comida e servidas carnes cruas.</p>



<p>Loyane salienta que, embora no momento as barricadas estejam suspensas, as mobilizações em torno do RU prosseguirão, já que as pautas são extensas. Contemplam reivindicações como gratuidade para todos estudantes; retirada das grades no RU de Goiabeiras; climatização; reabertura do RUzinho, um espaço que se encontra fechado há anos, para diminuir os barulhos; fornecimento de janta em Maruípe; oferta de café da manhã e suco durante as refeições; e garantia de alimentação para os estudantes que necessitam durante as férias e aos finais de semana.</p>



<p>O RU estava fechado porque em todos os campi os restaurantes entraram em manutenção no dia 15 de julho. Para garantir&nbsp;a oferta de refeições, foi realizada a contratação de empresas para o fornecimento de marmitas durante esse&nbsp;período. Contudo, os estudantes alegavam que a alimentação não estava sendo disponibilizada&nbsp;a todos. Em Goiabeiras, os alunos recebiam&nbsp;R$ 20,00 para o almoço, considerado insuficiente. Na janta, era oferecida marmita, solicitada previamente pela internet, mas que, de acordo com os universitários, tinha uma quantidade insuficiente diante da demanda.</p>



<p>O valor oferecido aos estudantes em Alegre, que era para as duas refeições, também foi considerado insuficiente. Além disso, os alunos se queixavam do fato de que o campus fica em um local isolado, sem facilidade de acesso a estabelecimentos onde pudessem se alimentar. O mesmo acontecia em São Mateus, no norte, que fica a cerca de 12 km do Centro. No campus de Maruípe, onde só é fornecido almoço, a universidade, apontaram os estudantes, disponibilizava&nbsp;marmita até 12h30, porém, quem faz estágio no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), sai às 13h.</p>



<p><strong>Manifestações</strong></p>



<p>Os estudantes chegaram a fechar o Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN); o ED I e o ED II, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE); e os prédios 9, 1 e 2 do Centro Tecnológico (CT). As manifestações começaram a se intensificar no dia 22 de julho, quando o valor do almoço não foi pago. O estudante Romes Marques Moreira foi&nbsp;preso na Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana, após quebrar as vidraças da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assistência Estudantil (Propaes). A confusão ocorreu quando ele&nbsp;foi ao local pedir explicações sobre o porquê de o auxílio alimentação emergencial não ter sido pago aos estudantes.</p>



<p><a href="https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudante-preso-apos-quebrar-vidracas-de-pro-reitoria-recebe-alvara-de-soltura" target="_blank" rel="noreferrer noopener" class=""><strong>Romes recebeu alvará de soltura um dia depois</strong>.</a>&nbsp;O defensor público Antônio Ernesto, que acompanhou o caso, informou, na ocasião, que o jovem terá que cumprir medidas cautelares, devendo comparecer em juízo mensalmente. O próximo passo, afirmou, é aguardar o fim do inquérito policial e a decisão do Ministério Público Federal (MPF). O processo se encontra em segredo de Justiça.</p>



<p>Em entrevista a Século Diário, o noivo de Romes, Vinícius Silva e Souza, relatou que, além de não ter recebido o auxílio, por falta de acesso à internet estudante não conseguiu solicitar a marmita da janta, o que o motivou ir até a Propaes.</p>



<p>Vinicius relatou que Romes se encontra em situação de vulnerabilidade social. Ele foi dispensado do estágio, na Propaes, onde recebia uma bolsa de R$ 700,00. O argumento utilizado pela universidade para isso foi a greve dos professores, que se encerrou no início de julho, após quase três meses de movimento. Por isso, ele ficou somente com a bolsa permanência, que é de R$ 550,00, a qual utiliza para pagar aluguel e outros gastos com moradia, como água e luz.</p>



<p>Ainda segundo Vinícius, por causa das dificuldades financeiras, Romes ficou sem se alimentar no último final de semana. Além disso, informou, o rapaz é neurodivergente e se alterou quando, em meio a uma discussão na qual pedia explicações aos servidores da Propaes, foi tocado por alguns deles e com a chegada da Polícia Militar (PM), acionada pelos trabalhadores da Pró-Reitoria.</p>



<p>Por meio de nota, a Ufes anunciou que a Propaes não abriria as portas no dia posterior ao ocorrido, &#8220;devido à necessidade de limpeza e reorganização&#8221;, e manifestou solidariedade aos servidores da Pró-Reitoria, em especial à diretora de Assistência Estudantil, Déborah Nacari, &#8220;que foram intimidados, ameaçados e agredidos por um estudante que invadiu o prédio onde funciona a Pró-Reitoria, no campus de Goiabeiras, e, de forma inesperada, quebrou móveis, equipamentos e vidraças do local&#8221;. A universidade acrescentou que, &#8220;durante a ação ocorrida na manhã desta segunda-feira, 22, o estudante ameaçou e agrediu verbalmente a diretora, que se manteve calma e tentou estabelecer um diálogo com o aluno&#8221;.</p>



<p>A Ufes afirmou que uma ambulância do Samu esteve no local, mas após avaliação feita pelos profissionais de saúde, constatou-se não haver necessidade de socorro para nenhuma das pessoas envolvidas. Déborah Narcari também foi à delegacia, acompanhada por representantes da Reitoria, onde prestou depoimento e realizou exame de corpo de delito. </p>



<p>Fonte: Século Diário</p>
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