segunda-feira , 20 novembro 2017

Agricultores apostam na produção de uvas apesar do clima quente de Aracruz, ES

Produtores rurais investiram na nova cultura, com o objetivo de vender diretamente para o consumidor e o desenvolver o agroturismo na região.

produção de uvas está ganhando espaço entre os agricultores de Aracruz, noa região Norte do Espírito Santo. Apesar do clima quente da região eles apostam na nova cultura visando a venda direta para o consumidor e o desenvolvimento do agroturismo.

De acordo com o extensionista rural Almir Gonçalves Vianna, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o novo cultivo ajuda na diversificação de lavouras e impulsiona o turismo na região.

“É importante para o turismo. Os visitantes têm a oportunidade de vir e conhecer as parreiras de uva. Além disso, é uma modalidade importante de comercialização que o agricultor faz, afinal, ele vende direto para o consumidor”, ressaltou.

Da mesma forma, para o Incaper, o polo de viticultura (cultura das vinhas) capixaba é responsável por uma área plantada de 175 hectares, que responde em uma produção anual, em média, de 2 mil toneladas.

Uva é produzida em Aracruz, apesar do clima quente da região (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)Uva é produzida em Aracruz, apesar do clima quente da região (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Plantações

Segundo o produtor rural Sebastião Gasparini a sua propriedade, de quase 2 mil pés de uva de mesa e 1.200 em produção, tem como variedade a ‘Niagara Rosada’, que é uma das espécies de uva que mais que se acostumam com o clima do Norte do estado.

“A niagara tem muito estudo no nosso clima, não com essa altitude tão próxima do mar, mas já tem muitas pessoas que estão trabalhando com ela, ou seja, ela é mais segura para nós, em termos de resultado”, disse.

Já na propriedade do produtor rural Tobias Bremenkamp existem duas variedades: Rosada e Vitória. A área de 7 hectares com 11 mil e 500 pés de uva ainda está em fase de plantio e a previsão é que a primeira colheita seja realizada no final de 2017.

“Agora iremos podar, colher uma pequena safra nessa área no fim do ano e depois teremos uma outra safra em março. Assim, vamos conseguir ter duas safras ao ano constantemente”, afirmou.

Fonte: G1