sábado , 18 novembro 2017

Ex-secretário de saúde de Aracruz é preso sob a acusação de peculato

Ex-secretário de Saúde de Aracruz Anderson de Paula foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz

O ex-secretário de Saúde de Aracruz Anderson de Paula Santos Pereira foi preso preventivamente nesta segunda-feira (23) sob a acusação de peculato. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz. A decisão é do Juízo da 1ª Vara Criminal de Aracruz e o processo tramita em segredo de Justiça.

Apesar do motivo da prisão não ter sido divulgado, de Paula já havia sido afastado da secretaria em novembro, a pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por conta de uma denúncia de que teria usado servidores públicos para pintar uma casa do secretário.

Além disso, constam na Justiça Estadual outros processos de improbidade administrativa, por uso de telefone funcional da prefeitura para propaganda eleitoral, e de calúnia e difamação de opositores.

Em novembro, o juiz André Dadalto, da Vara da Fazenda Pública Municipal de Aracruz, determinou o afastamento do secretário de Saúde do município, Anderson de Paula, por 180 dias porque ele é acusado de usar servidores públicos da prefeitura para pintar a própria casa.

O afastamento se deu a pedido do Ministério Público Estadual (MPES), que moveu uma ação civil pública por conta da suspeita de improbidade administrativa.

De acordo com as investigações, “não houve a iniciativa do requerido Anderson de remunerar os trabalhadores, sendo que os servidores seriam normalmente remunerados pelos cofres públicos com acréscimo de horas extras a serem pagas pelo ente federativo”.

O primo do secretário, Alexandre de Souza, também foi afastado. Coordenador da secretaria, ele, segundo as apurações, viabilizou a logística de registro de ponto e deslocamento dos servidores para o imóvel particular do secretário.

O magistrado também determinou a indisponibilidade dos bens de Anderson e Alexandre e dos dois servidores que fizeram a pintura no imóvel particular.

Na época, o secretário afastado alegou que a pintura de duas paredes realizadas no imóvel foi realizada em um único dia, em abril, e que, de fato, um servidor realizou o serviço, mas que foi devidamente remunerado com recursos do próprio secretário.

Fonte: Gazeta Online