sexta-feira , 15 dezembro 2017

Trabalhadores da educação podem paralisar as atividades na semana que vem

Uma greve geral, dessa vez contra a reforma da previdência, está sendo convocada para o dia 5 de dezembro. O comunicado está no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes-ES). Eles pretendem se reunir na Praça de Jucutuquara, em Vitória, as 9h30, e depois seguirem para a Praça Oito, no centro da capital, onde haverá um ato político.

O comunicado no site do Sindiupes informa que a convocação é feita junto a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e organizada pela Central Única dos Trabalhadores ES (CUT-ES). O ato antecede a votação da reforma da previdência, prevista para acontecer no dia 6 de novembro.

O Sindiupes considera que ao contrário da propaganda do governo, o novo texto da reforma da previdência não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, “mas continua atacando apenas a classe trabalhadora, que terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum período desempregado”.

Na CUT-ES a informação é que se trata de um ato nacional convocado por mais sete centrais sindicais: Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Intersindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central e a CSP Conlutas.

A CUT informou também que o ato não tem relação com a vinda do ex-presidente Lula, que estará no Estado nos dias 4 e 5 de dezembro. No horário previsto ele estará no interior do ES.

O site da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), informa que a orientação é que todos os modais de transportes das centrais sindicais façam uma grande paralisação nas suas bases, e depois participem dos atos públicos nas capitais.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do ES (Sindirodoviários), Edson Bastos, informou que até o momento não foi procurado para falar sobre o assunto. “Tudo é conversado. O sindicato não vai aderir a uma greve sozinho”, afirmou. No entanto, Bastos ressaltou seu posicionamento contrário à reforma: “se a população brasileira soubesse da gravidade que é mexer numa previdência, todos iriam para a rua”.

A diretoria do Sindiupes-ES foi procurada pela reportagem para comentar se haverá aula na rede pública de ensino e se a paralisação pretende se estender, mas não atendeu as ligações.

ESHOJE.