sexta-feira , 15 dezembro 2017

15 mil capixabas aguardam por cirurgias eletivas ofertadas pelo SUS.

Cerca de 15 mil capixabas estão na fila de espera por uma cirurgia eletiva, aquelas que não são consideradas de urgência, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 80% dos casos são nas especialidades de oftalmologia, ortopedia, cirurgia vascular e cirurgia geral.

Em junho deste ano, o número foi informado ao Ministério da Saúde. Com este levantamento, a Sesa realizou um mutirão para realização das cirurgias de oftalmologia, que representa a maior demanda de eletivas. Até o momento, 3.500 cirurgias do tipo foram realizadas e a expectativa é reduzir esta fila até o final deste ano.

Para o subsecretário de Saúde do Estado, Fabiano Marily, a fila única pode agilizar o andamento das cirurgias. “Os números, num primeiro momento, podem parecer grande, mas quando se trabalha numa fila única, demonstra que muitos pacientes ao longo do tempo entraram com pedido em vários pontos”, explica.

Segundo a Sesa, o paciente que precisa passar por algum tipo de cirurgia eletiva deve buscar atendimento na Unidade de Saúde mais próxima de sua residência. Após o atendimento e com a indicação de cirurgia, o paciente será inserido no Sistema de Regulação pelo próprio município e entrará em uma fila única estadual.

O agendamento da cirurgia é realizado de acordo com a disponibilidade de cada especialidade médica e, assim que agendada a data, o município é o responsável por informar ao paciente. De acordo com a Sesa, os próximos mutirões nas áreas de ortopedia, cirurgia vascular e geral já estão sendo programados.

Brasil

Em todo o país, pelo menos 904 mil pessoas esperam por uma cirurgia do tipo, no SUS. Parte desses pacientes aguarda o procedimento há mais de 10 anos. Os dados são resultado de um levantamento inédito feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com dados das secretarias da Saúde dos Estados e das capitais brasileiras obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

O levantamento revela também que a quantidade de pessoas que aguardam cirurgia no sistema público é maior do que o medido pelo Ministério da Saúde. Em julho deste ano, a pasta divulgou a primeira lista única desse tipo de procedimento – antes disso, os números eram registrados só pelos Estados e municípios e nunca haviam sido centralizados.

 

Por Folha Vitória