sábado , 20 janeiro 2018

Biólogo Olavo Perim Galvão será homenageado no Parque Estadual Forno Grande:

O Centro de Visitantes do Parque Estadual Forno Grande passará a se chamar Olavo Perim Galvão, em homenagem ao biólogo, natural de Castelo, que lutava contra o desmatamento no Brasil. Servidor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Olavo morreu em julho deste ano, aos 35 anos, na queda de um avião fretado pelo Exército Brasileiro, no município de Cantá, no Norte de Roraima.

A homenagem será realizada nesta terça-feira (12), às 14 horas. Na parte da manhã, às 10h30, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) firmará uma parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) para implantação do Polo de Astronomia no Parque Estadual Forno Grande. 

Em julho, logo após a notícia do acidente, o deputado federal Evair de Melo (PV-ES) partiu em missão oficial da Câmara dos Deputados para Roraima, onde acompanhou o início das investigações sobre a queda do avião e contribuiu com os trâmites para a liberação e translado do corpo do capixaba. O deputado chegou a sugerir à Assembleia Legislativa que batizasse o Parque Forno Grande com o nome do biólogo e, agora, a homenagem é realizada com o nome dado ao Centro de Visitantes. “Essa homenagem, em sua cidade natal, é simbólica e preserva a memória do Olavo, incansável na defesa do Meio Ambiente”, ressaltou Evair.

No dia seguinte ao acidente, o parlamentar compartilhou no Facebook o relato da jornalista Renata Vieira, da Revista Exame, a respeito de Olavo, que ela conheceu durante uma reportagem na Amazônia, semanas antes da queda da aeronave. Renata fez um relato emocionado que mostra a seriedade e a dedicação que o destacava em seu trabalho: “Assim que cheguei a Porto Velho, conheci o Olavo. Não foi preciso muito tempo de conversa para que ficasse claro que o trabalho de fiscalização era parte dele tal qual seus braços e pernas. Não parava de falar um minuto. Das aventuras, das agruras, das dificuldades de defender um território tão imenso e complexo quanto a Amazônia há quase dez anos”. 

Renata Vieira, que foi a última jornalista a gravar uma entrevista com Olavo, conclui seu relato dizendo: “Esse vídeo agora adquire um significado ainda maior. Não se trata apenas do trabalho do Ibama, ou da incursão da Exame pela Amazônia, nem mesmo das árvores que estão sendo derrubadas. Trata-se, agora, de todo o suor que Olavo dedicou para manter de pé uma das maiores riquezas do Brasil.”