sábado , 20 janeiro 2018

O que é um aneurisma cerebral?

Especialista do Hospital 9 de Julho tira dúvidas comuns dos pacientes sobre a doença que atinge o cérebro e pode matar em questão de segundos

São Paulo, dezembro de 2017 – Uma doença assintomática que pode ser fatal, assim se caracteriza o aneurisma cerebral, uma dilatação dos vasos sanguíneos que atinge dois em cada 100 brasileiros. O Dr. André Bianco, neurocirurgião do Centro da Dor e Neurologia do Hospital 9 de Julho, explica que o rompimento dessa bolsa pode ser fatal. “A ruptura dessa bolsa pode levar a morte, mas existem casos em que o aneurisma pode ser descoberto antes de se romper” ressalta o especialista.

A doença não costuma gerar sintomas antes da ruptura, mas em alguns casos, os pacientes podem apresentar dores intensas na cabeça e no rosto. O Dr. Bianco explica que, caso se rompa, ela pode ser tratada cirurgicamente. “Durante o procedimento fazemos uma abertura no crânio, para retirar o sangramento e colocar um tipo de clipes na dilatação” ressalta o médico que também sugere o cateterismo como outra opção de tratamento. Genética, hipertensão arterial e tabagismo estão entre os principais fatores de risco para o aparecimento de aneurismas.

Para tirar as principais dúvidas sobre a doença, o médico explica como ela funciona e algumas curiosidades. Confira!

O que é um aneurisma? Qual o risco quando é cerebral?

O aneurisma cerebral é uma dilatação dos vasos sanguíneos que faz com que as paredes das artérias fiquem mais finas e sensíveis, como uma bolha que pode estourar a qualquer momento e gerar uma hemorragia.

Tenho casos de aneurisma na família, devo me preocupar?

Sim. O fator genético está entre os principais responsáveis pelo desenvolvimento do aneurisma. O Dr. Bianco sugere uma avaliação com um neurologista sempre que ocorrer a primeira dor de cabeça intensa para facilitar a identificação precoce da doença. “Quando identificado, o aneurisma deve ser avaliado para definição do procedimento terapêutico, que pode envolver cirurgias ou nāo”, explica.

Existem vários tipos de aneurisma?

A maioria dos aneurismas são os classificados como “verdadeiros” e existem também os chamados traumáticos e os micóticos (acontecem depois de alguma infecção). A gravidade da doença é em decorrência do risco de sangramento que está relacionado com a forma, localização e tamanho do aneurisma. Aneurismas irregulares com lobulações apresentam maior risco de sangramento que os aneurismas regulares e uniformes.

Aneurismas pequenos não sangram?

Eles podem sangrar sim. A forma do aneurisma tem mais relação com o risco de sangramento do que o seu tamanho. A probabilidade do sangramento é maior quando o aneurisma apresenta ondulações, bicos e outras irregularidades.

Quando os sintomas do aneurisma aparecem, pode ser tarde demais?

Algumas vezes, sim. Segundo o Dr. Bianco, isso acontece em 50% dos casos em que os sintomas aparecem sem chances de cura.

Como tentar prevenir o problema?

Para o diagnóstico, é feito uma série de exames de angiografia, angiotomografia e angioressonância magnética que determinam a localização, forma e aspecto do aneurisma, o que permite ao médico identificar o potencial de sangramento e definir a melhor conduta para tratar a doença.

O Dr. Bianco ressalta que a idade também tem relação com o surgimento de aneurismas. “O grupo de risco são adultos fumantes e hipertensos” afirma o especialista.

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 13 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade e de Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII).

Com cerca de 2,5 mil colaboradores e quatro mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 410 leitos, sendo 91 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e duas para robótica.