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7 de janeiro de 2026132 ovos por segundo: como Santa Maria de Jetibá se tornou a Capital Nacional do Ovo
Com apenas 41 mil habitantes e 20 milhões de galinhas, produz 4,16 bilhões de ovos por ano, o equivalente a 132 ovos por segundo, e se tornou a Capital Nacional do Ovo, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade para liderar o mercado avícola brasileiro
Com apenas 41 mil habitantes e 20 milhões de galinhas, produz 4,16 bilhões de ovos por ano, o equivalente a 132 ovos por segundo, e se tornou a Capital Nacional do Ovo, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade para liderar o mercado avícola brasileiro No coração da região serrana do Espírito Santo, Santa Maria de Jetibá se consolidou como a Capital Nacional do Ovo, um título que reflete não apenas volume de produção, mas influência estratégica sobre toda a cadeia avícola brasileira. Com 41 mil habitantes e 20 milhões de galinhas poedeiras, o município produz 4,16 bilhões de ovos por ano, o equivalente a 132 ovos por segundo. Esse número coloca Jetibá no topo do ranking nacional, superando cidades tradicionais como Bastos (SP) e se consolidando como referência em produtividade e gestão agroindustrial. O fenômeno não é recente: há 60 anos, imigrantes europeus introduziram a avicultura na região, aproveitando o clima ameno e o relevo montanhoso que hoje tornam a cidade ideal para a criação de galinhas poedeiras
O impacto econômico da avicultura A produção de ovos em Jetibá vai muito além de um simples alimento; é um motor econômico local e nacional: window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:’thumbnails-mid’, container:’taboola-mid-article-thumbnails’, placement:’Mid Article Thumbnails’, target_type: ‘mix’});Participação no PIB municipal: estima-se que a avicultura represente mais de 30% da economia local, considerando toda a cadeia produtiva, do insumo ao processamento e distribuição.Geração de empregos: direta e indireta, envolvendo produtores, técnicos, veterinários, transportadores e indústrias correlatas.Comparativo nacional: mesmo sendo um município pequeno, Jetibá produz quase 1 bilhão de ovos a mais que Bastos (SP), tradicional polo paulista.
O setor se tornou estruturante, atraindo investimentos de empresas como a Global Eggs, do empresário Ricardo Faria, que integra genética, nutrição, processamento e logística, garantindo escala e qualidade. Tecnologia e inovação: do campo à cartela A produtividade de Jetibá não é fruto do acaso. Ela combina tradição com tecnologia de ponta:Automação de galpões: controle climático, iluminação programada e alimentação automatizada aumentam a conversão alimentar.Biossegurança rigorosa: protocolos avançados evitam surtos de doenças aviárias, mantendo sanidade e qualidade do rebanho.Sustentabilidade: manejo de dejetos, tratamento de efluentes e uso racional da água preservam o meio ambiente e reduzem custos operacionais.
Além disso, a qualidade genética das aves garante produção consistente mesmo diante de desafios climáticos, embora altas temperaturas recentes tenham reduzido a produtividade em até 5%, segundo o veterinário Tarcísio Simões Agostinho. O calor provoca menor ingestão de ração, ovos com casca mais fina e aumento de perdas por trincamento. Demanda crescente e pressão sobre preços O ovo é um alimento essencial e de alta penetração no consumo brasileiro:Produção nacional: o Brasil é um dos maiores produtores mundiais, com cerca de 1.800 ovos produzidos por segundo.Consumo per capita: subiu de 120 ovos em 2007 para 269 ovos em 2024, um crescimento de 124% em pouco mais de uma década.Inflação e mercado: em fevereiro de 2025, a alta de 15% no preço do ovo marcou a maior variação em três décadas, refletindo o aumento do milho (+42%) e custos de energia (+17%). Uma cartela que custava R$ 25 em setembro chegou a R$ 34.
A demanda sazonal, como no período da quaresma, e o interesse por ovos caipiras, orgânicos e enriquecidos contribuem para a valorização do produto, pressionando ainda mais os preços ao consumidor.Histórico e geografia favoráveis Santa Maria de Jetibá está situada a 700 metros de altitude, em uma região de montanhas que alcançam até 1.450 metros. O clima ameno reduz estresse térmico nas aves, melhora a conversão alimentar e mantém altos índices produtivos.
O município também se destaca por manter condições agroambientais estáveis, fator decisivo para que o ovo produzido tenha qualidade superior e consistência, mesmo com variações climáticas e aumento do calor global. Desafios do setor Apesar da liderança, o setor enfrenta desafios complexos:Custos de insumos: milho, soja, energia elétrica e transporte impactam fortemente a margem dos produtores.Logística: transporte de ovos exige rede de frios e distribuição eficiente para evitar perdas e danos.Sanidade e biossegurança: surtos de doenças aviárias podem devastar rebanhos em poucas horas.Sustentabilidade: manejo adequado de dejetos, preservação de solos e uso racional de recursos hídricos.Capacitação técnica: necessidade de veterinários, técnicos e mão de obra especializada para manter padrões elevados.
Superar esses desafios é essencial para manter a competitividade nacional e garantir produção de alta qualidade, fortalecendo a reputação da Capital do Ovo. Influência estratégica e impacto nacional O protagonismo de Jetibá vai além da produção:Integração com indústrias correlatas: fábricas de ração, incubadoras e empacotadoras fortalecem a economia regional.Papel de referência técnica: produtores e especialistas locais influenciam políticas públicas estaduais e federais.Distribuição nacional: abastecimento de supermercados, indústrias alimentícias e redes de distribuição em todo o Brasil.Exportação de conhecimento: além do produto, o município exporta know-how em gestão, produção e tecnologia avícola.
Santa Maria de Jetibá se tornou um modelo de polo agroindustrial, provando que municípios pequenos podem superar grandes centros se houver organização, investimento e visão estratégica. Cada ovo produzido em Jetibá é resultado de tradição, tecnologia e gestão eficiente, refletindo uma comunidade inteira dedicada ao agro. O município prova que tamanho não é limite para liderança, e que planejamento estratégico, inovação e sustentabilidade são os pilares de uma avicultura de excelência.
Escrito por Ana Gusmão
Fonte: CompreRural




































