
Reforma tributária e cenário macroeconômico dos estados são destaques da 51ª Reunião Ordinária do Comsefaz, em Vitória
25 de novembro de 2025
Com quase 300 cestas verdes entregues, Aracruz reforça cuidado com as famílias e valorização do campo
26 de novembro de 2025Especialistas alertam: ES desperdiça água suficiente para encher 128 piscinas olímpicas por dia
O volume é 38,7% de toda a água distribuída e a meta é chegar a 25% até 2034. Simpósito no ES discute gestão hídrica e mudanças climáticas
O Espírito Santo desperdiçou 117 milhões de metros cúbicos de água tratada em 2023, segundo dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil. O volume, que representa 38,7% de toda a água distribuída no Estado, equivale a 128 piscinas olímpicas por dia que nunca chegam às torneiras dos capixabas.
No cenário nacional, o desperdício supera 40%, totalizando 5,8 bilhões de metros cúbicos perdidos em todo o país. As causas vão desde vazamentos e rompimentos na rede até ligações clandestinas e falhas de gestão.
Especialistas se reúnem no ES para discutir soluções
Em meio aos números alarmantes, o Espírito Santo recebe esta semana especialistas de diversas regiões do Brasil em um simpósio que debate gestão hídrica e adaptação às mudanças climáticas. Reduzir perdas e melhorar a eficiência do sistema de abastecimento estão entre os principais temas em discussão.
Uma meta nacional prevê que, até 2034, o índice de perdas seja reduzido para 25%. No caso do Espírito Santo, a água economizada poderia garantir, por ano, o abastecimento de 636 mil moradores.

Foto: Reprodução/TV Vitória.
Estado registra avanços, mas desafios persistem
De acordo com o presidente da Cesan (Companhia Espírito-santense de Saneamento), Munir Abud, o Estado já reduziu cerca de 2% das perdas desde 2023.
Nos 53 municípios atendidos pela companhia, a queda anual varia de 3% a 4%, impulsionada por investimentos em tecnologia, incluindo equipamentos de robótica que aprimoram o monitoramento da rede.
Ele ressalta, no entanto, que os resultados mais expressivos só devem aparecer nos próximos levantamentos do Trata Brasil.
Tecnologia existe, mas falta investimento
Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Alexandre Kepler Soares, o uso de tecnologia é essencial para combater o desperdício, mas enfrenta obstáculos recorrentes.
Segundo ele, a principal barreira é a falta de investimentos e de mão de obra qualificada para implementar programas de modernização.
Muitas vezes existe recurso disponível, mas as companhias não conseguem executar por questões técnicas ou burocráticas. Esse é hoje um dos maiores gargalos do país”, destaca.
*Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record.
Fonte: Folha Vitória

































