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23 de fevereiro de 2026O Brasil subiu ao topo do pódio no maior prêmio de qualidade do cacau do planeta. O país conquistou três medalhas de ouro na 10ª edição do Cacao of Excellence (CoEx), principal premiação internacional dedicada ao cacau fino.
Ao todo, 50 amostras finalistas foram avaliadas e divididas entre ouro, prata e bronze. E os três brasileiros ficaram justamente na categoria mais alta. A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (20), em Amsterdã.
Os produtores premiados chegaram ao CoEx após se destacarem na 6ª edição do Concurso Nacional de Cacau Especial, organizado pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC), em 2024. A competição brasileira funciona como uma etapa classificatória para o júri internacional, uma vitrine que conecta o cacau nacional ao mercado global.
Este é o terceiro ano consecutivo em que o Brasil coloca três produtores entre os 50 melhores do mundo. Nesta edição, os finalistas foram selecionados entre 191 amostras, vindas de 45 origens diferentes.
Entre os vencedores está Cláudia Sá, da Fazenda Santa Cruz, em Itacaré (BA). Ela levou ouro com um blend apelidado de “Encantada”, que se destaca por notas florais e de frutas vermelhas frescas, segundo avaliação técnica de Adriana Reis, especialista em análise sensorial do CIC.
Durante a cerimônia, Cláudia Sá destacou o diferencial do cultivo. “Este cacau foi cultivado em um dos sistemas mais sustentáveis do mundo, a cabruca, onde o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas. Dessa forma, conservamos nascentes, flora, fauna, espécies endêmicas e contribuímos para um clima mais saudável”, afirmou.
O paraense Gilmar Batista de Souza, de Uruará, também conquistou ouro com um blend igualmente marcado por notas de frutas vermelhas, conforme avaliação do CIC.
O terceiro ouro ficou com Leomar Silva Vieira, de Medicilândia (PA), com a variedade “Alvorada01”. O jurado e chef confeiteiro Giacomo Pischiutti, do Reino Unido, descreveu o cacau como tendo “acidez vibrante, integrada a notas de frutas vermelhas, amarelas e nuances florais”.
Para Cristiano Villela, diretor científico do CIC, o resultado reforça a importância do concurso nacional como porta de entrada para o cenário internacional. “Ao se destacar no concurso nacional e no internacional, o produtor acessa oportunidades que vão muito além do troféu”, ressaltou.
Fonte: folha Vitória




































