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5 de março de 2026Investimentos públicos do ES cresceram 500% entre 2015 e 2025 sem pesar o bolso do contribuinte.
Em 2025, o Espírito Santo registrou mais de R$ 5 bilhões em investimentos diretos, o maior volume de sua história e cinco vezes o montante aplicado em 2015. O crescimento supera em duas vezes a média dos estados brasileiros no mesmo período, que ficou em torno de 250%.
Os dados são da publicação “Gestão Fiscal do Espírito Santo”, publicada na última semana pela Secretaria da Fazenda.
A expansão dos investimentos teve início a partir de 2019, quando o estado adotou um novo modelo de gestão fiscal. Até aquele ano, os aportes capixabas acompanhavam de perto a trajetória nacional. A partir de então, a curva do ES passou a crescer bem acima da média dos demais entes subnacionais, como mostra o gráfico abaixo.
O que torna o caso do Espírito Santo relevante é a combinação de fatores que normalmente não ocorrem de forma simultânea: ampliação do volume de investimentos, redução da dívida líquida e arrecadação crescendo em ritmo pareado com a média nacional.
Em 2019, a dívida líquida do estado era de R$ 2,2 bilhões. Dois anos depois, em 2021, o indicador foi revertido: o valor dos ativos e disponibilidades financeiras do estado passou a superar o total das obrigações de dívida, resultando em uma dívida líquida negativa, situação incomum entre os estados brasileiros.
Em 2025, o Espírito Santo alcançou o menor endividamento líquido e maior taxa de poupança entre todas as unidades federativas, como mostrou a coluna.
No campo da arrecadação, a trajetória capixaba ficou abaixo do crescimento médio nacional entre 2015 e 2024, como evidencia o gráfico abaixo. Isso significa que a ampliação dos investimentos não pesou no bolso dos capixabas.

Um fator adicional a considerar é a queda da participação das receitas de royalties e participações especiais na composição da receita total do estado: essa fatia passou de 12% em 2018 para 5% em 2024, reduzindo a dependência de fontes voláteis. Ou seja, tampouco a ampliação do investimento está ligada a um empurrão da indústria de óleo e gás.
Segundo o próprio governo estadual, o modelo adotado se apoiou em três eixos: aumento do investimento público, reversão da dívida líquida e geração de superávits orçamentários (gastos menores que receitas). A combinação desses elementos, de acordo com o governo, permitiu ao ES atingir indicadores fiscais ainda mais saudáveis.
O estado também atribui parte dos resultados à modernização da administração tributária e ao uso de ferramentas digitais para ampliar a conformidade fiscal, um processo que teria contribuído para sustentar a arrecadação mesmo sem alterações nas alíquotas.
FONTE: Folha Vitória




































