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20 de abril de 2022Necessidade de inclusão de travestis e transexuais no mercado de trabalho é ponto na pauta de audiência pública da Comissão de Cidadania nesta quarta-feira (20)
Estudo realizado em 14 capitais, incluindo Vitória, pela Rede Trans Brasil, entre 2017 e 2020, aponta que 82% da população de mulheres travestis e transexuais sobrevive economicamente exclusivamente do exercício do trabalho sexual. Para debater a empregabilidade trans, a Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa (Ales) realiza audiência pública na quarta-feira (20), às 19 horas, no Plenário Dirceu Cardoso. Os trabalhos podem ser acompanhados ao vivo pela TV Assembleia e pelo canal no YouTube.
Representante do Projeto Oportunizar no Espírito Santo, Liliane Caldeira é a mobilizadora do debate no Legislativo estadual. Ela entende que faltam políticas públicas de inclusão de pessoas trans não só no mercado de trabalho, mas na sociedade de maneira geral. “Faltam políticas públicas de inclusão e quando existe é sempre pra falar de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), pouco se fala em empregabilidade e segurança pública”, argumenta.
Liliane é fundadora da Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Espírito Santo (Astraes). A ativista afirma que as dificuldades começam cedo para essas pessoas, que muitas vezes enfrentam questões familiares, são expulsas de casa, e acabam muitas vezes sendo obrigadas a se prostituir para sobreviver, apesar de também existir uma parcela que atua nessa área por escolha própria, como ela faz questão de ressaltar.
Incentivo
A baixa escolaridade, a falta de oportunidade e o preconceito acabam dificultando o acesso de travestis e transexuais ao mercado formal de trabalho. A ativista afirma que quer trazer para o Parlamento capixaba o debate sobre um projeto de lei que está sendo discutido em estados como São Paulo e Pará, com o objetivo de oferecer benefícios fiscais para empresas que contratarem pessoas trans.
A proponente da audiência pública, deputada Iriny Lopes (PT) é a favor da proposta e cobra respeito e ações efetivas de inclusão dessas pessoas. “Essa comunidade merece respeito e isso tem de se refletir também nas políticas públicas nas diversas áreas e no compromisso do empresariado em enfrentar essa questão não só com palavras, mas com ações efetivas”, afirma.
Transfobia
“Essa audiência, feita em parceria com a Rede Trans Brasil, tem o intuito de levantar o tema e, principalmente, formar uma rede de parcerias para oportunizar possibilidades de inserção das pessoas travestis e trans no mercado de trabalho. Todo nosso empenho se dá no sentido de sensibilizar gestores públicos e iniciativa privada para a importância da empregabilidade dessa população e as dificuldades de acesso a vagas mais qualificadas por questões ligadas à transfobia e identidade de gênero”, conclui a deputada.
Fonte: Assembleia Legislativa Espírito Santo.