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10 de março de 2026Espécie pode atingir até 2,5 metros de comprimento e pesar cerca de 400 quilos
O município de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, foi reconhecido como o maior berçário do peixe Epinephelus itajara, popularmente conhecida como peixe mero do Brasil, espécie marinha considerada criticamente ameaçada de extinção.
O reconhecimento é resultado de pesquisas conduzidas pelo projeto Meros do Brasil, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes).
As ações de valorização da espécie ganharam destaque na última quinta-feira (5), quando foi inaugurada uma Sala de Cultura Oceânica Meros no polo da Universidade Aberta do Brasil no município.
Na mesma data, a Câmara Municipal realizou uma sessão para aprovar uma lei que reconhece o mero como peixe símbolo e patrimônio natural de Conceição da Barra.
Litoral reúne condições para desenvolvimento
Levantamentos científicos indicam que o litoral do município reúne condições favoráveis para o desenvolvimento do animal. A presença de manguezais e áreas estuarinas cria um ambiente protegido e rico em alimento, considerado ideal para o crescimento dos peixes ainda jovens.
Desde 2014, mais de 300 meros jovens já foram identificados na região, o que reforça a importância da área para a conservação da espécie.
O coordenador do projeto e professor da Ufes, Maurício Hostim, afirma que o peixe possui importância ambiental e cultural. “O mero representa muito mais que uma espécie marinha. É um símbolo da biodiversidade e do compromisso com a preservação dos oceanos”, destacou.
Espécie pode chegar a 400 quilos
O peixe mero (Epinephelus itajara) pode atingir até 2,5 metros de comprimento e cerca de 400 quilos, sendo um dos maiores peixes recifais do Atlântico.
Devido à forte redução da população ao longo das últimas décadas, a pesca da espécie é proibida no Brasil como forma de evitar sua extinção.
Criado em 2008, o projeto Meros do Brasil atua em nove estados e 37 municípios, monitorando cerca de 1.500 quilômetros da costa brasileira. As pesquisas investigam genética, alimentação e deslocamento dos animais, além de desenvolver ações de educação ambiental com comunidade costeiras e pescadores.
Fonte: Folha Vitória




































