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Imagina só um fluxo diário de 100 a 200 carretas, levando e trazendo mercadorias, insumos e matéria prima. Ou seja, atividade intensa de fornecedores locais. Essa é a expectativa de movimento para uma fábrica com capacidade de produção de até 200 mil carros por ano, segundo a agência NOVA ES. O diretor de Negócios da agência, Danilo Pescuma, aponta os números após o anúncio dos planos da GWM com a unidade que será construída em Aracruz. Do mesmo modo ele afirma que já existe movimentação para identificar, bem como captar, empresas que vão se beneficiar do novo ecossistema de negócios.
A partir desses números dá pra ter ideia do tamanho do “efeito dominó” econômico: mais transporte, mais armazenagem, mais serviços, mais empregos. Do mesmo modo, principalmente, novas cadeias de suprimentos se formando no entorno.
Segundo Danilo Pescuma, a agência já está conectando o Estado a fornecedores estratégicos para apoiar a operação da GWM. “A gente já está linkando com os setores de autopeças”. Em seguida, a lógica é simples: mapear o que a GWM vai demandar e “puxar” empresas para perto do complexo.
GWM é um conjunto de fábricas
Danilo chama atenção para um detalhe que muda o jogo. A GWM não é só uma fábrica. É um conjunto de fábricas. “Quando eu fui à China visitar, observei que são várias indústrias dentro de um conjunto. Eles ficam verticalizados, desde a produção de bancos, da costura do couro, do componente eletrônico do painel, até a elaboração do plástico“, afirmou. Ou seja, uma parte dessa cadeia virá junto com o investimento, porém outra será criada localmente. E é justamente aí que está o espaço para o Espírito Santo ganhar musculatura industrial.
Por isso, a estratégia da NOVA ES é agressiva e bem direcionada. “A gente vai atacar os principais fornecedores para se instalar no Espírito Santo”, disse Danilo. Do mesmo modo ele reconhece o tamanho do desafio: “O Espírito Santo hoje não tem uma indústria automobilística. Porém, ainda assim, há oportunidades imediatas”.
E, como o Estado não vai suprir tudo sozinho, o plano inclui atrair empresas de fora: “O projeto é atrair de outros estados e atrair também fornecedores internacionais”.
Timing
A NOVA ES quer usar vitrine e timing. Danilo cita feiras internacionais do setor como porta de entrada para trazer fornecedores: “Tem o Beijing Auto Show, em abril, e estaremos lá”. Ao mesmo tempo, a agência já conecta peças do quebra-cabeça local, como o laminador de tiras a frio anunciado pela ArcelorMittal como o maior investimento privado da história do Espírito Santo. R$ 4 bilhões. É produção direta de matéria-prima chave para a indústria automotiva.
“Esse projeto do laminador a frio precisava de um gatilho local. E aqui temos um gatilho. A GWM seria um cliente importante aqui no Espírito Santo”.
Em resumo: primeiro vem a montadora. Na sequência, vem a “cidade industrial” ao redor. E a NOVA ES quer ser a mão que puxa esse ecossistema para dentro do Estado.
Fonte: Folha Vitória




































