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12 de fevereiro de 2026A transição para uma economia de baixo carbono já está saindo do discurso e entrando no caixa das empresas. Até 2031, o Espírito Santo deve receber quase R$ 4,4 bilhões em investimentos considerados verdes. O dado faz parte do mapeamento da Bússola do Investimento, do Observatório Findes, que identificou nove projetos com foco em energias renováveis, eficiência energética, eletrificação de processos produtivos, economia circular, infraestrutura e tecnologias de baixo carbono.
Na prática, são investimentos que contribuem para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar o uso dos recursos naturais e acelerar a transição energética no estado.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destaca que o Espírito Santo tem se consolidado como um ambiente atrativo para quem quer investir, especialmente na indústria.
“Dos mais de R$ 104 bilhões em investimentos previstos para os próximos cinco anos no estado, cerca de 60% têm origem no setor industrial. Esse ciclo de investimentos se traduz no fortalecimento das cadeias produtivas e na ampliação de oportunidades econômicas em todas as regiões do estado. E é ainda mais positivo quando vemos esses recursos direcionados à economia verde”, afirma.
Segundo a gerente de Estudos Estratégicos do Observatório Findes, Carolina Ferreira, são considerados verdes os seguintes investimentos. “Aqueles voltados a projetos e ativos que contribuem de forma mensurável para a descarbonização da economia e para a transição energética, promovendo redução de emissões e substituição de matrizes intensivas em carbono por fontes limpas.
Hoje, os investimentos verdes representam cerca de 4,2% do total mapeado pela Bússola do Investimento. Pode parecer uma fatia pequena, mas é um movimento estratégico, e que tende a ganhar força nos próximos anos.
“Os setores que mais receberão investimento são metalurgia (R$ 1,9 bilhão), extração de minerais metálicos (R$ 1,8 bilhão), saneamento (R$ 270 milhões) e fabricação de veículos automotores (R$ 260 milhões)”, elenca.
Para além dos números, o que chama atenção é o direcionamento estratégico desses recursos. São projetos que combinam competitividade industrial com sustentabilidade, um ponto cada vez mais exigido por mercados internacionais, investidores e cadeias globais de fornecimento.
E para o agronegócio capixaba, esse movimento também importa. Energia limpa, economia circular, reaproveitamento de resíduos e descarbonização são temas que já impactam cadeias como café, rochas, celulose, proteína animal e exportações em geral.
Onde estão os maiores aportes
Os setores que mais devem receber recursos são:
- Metalurgia: R$ 1,9 bilhão
- Extração de minerais metálicos: R$ 1,8 bilhão
- Saneamento: R$ 270 milhões
- Fabricação de veículos automotores: R$ 260 milhões
Entre os principais projetos confirmados estão:
- ArcelorMittal (Serra) – Termo de Compromisso Ambiental: R$ 1,89 bilhão
- Vale (Vitória) – Ampliação da capacidade produtiva com briquete verde: R$ 1,84 bilhão
- GS Inima (Vitória) – Estação de produção de água de reuso: R$ 270 milhões
- Marcopolo (São Mateus) – Ampliação da produção de ônibus elétricos: R$ 260 milhões
- Hipermix Concretos (Cariacica) – Ampliação da fábrica de cimento de baixo carbono: R$ 71 milhões
- Marca Ambiental (Cariacica) – Fábrica de biometano: R$ 70 milhões
- Governo do Estado – Miniusinas solares: R$ 38 milhões
- Marca Ambiental e Global Carbon (Cariacica) – Ampliação de usina de bio-óleo: R$ 10 milhões
- Marca Ambiental (Cariacica) – Usina de tratamento termoquímico de resíduos plásticos: R$ 10 milhões
Fonte: Folha Vitória




































