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19 de dezembro de 2024Jogadora de time capixaba é eleita a melhor do Brasil no basquete em cadeira de rodas
A paulista Paola Klokler, craque do Irefes/Sesport, venceu premiação do Prêmio Paralímpicos, realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)
A melhor jogadora de basquete em cadeira de rodas do Brasil é de um time capixaba. E não é qualquer time, é também do melhor time brasileiro na modalidade, o Irefes/Sesport.
Em cerimônia realizada na noite de quinta-feira (12) no Tokio Marine Hall, em São Paulo (SP), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) elegeu os melhores paratletas das modalidades. E a paulista Paola Klokler, 33 anos, venceu na categoria melhor jogadora de basquete em cadeira rodas pelo segundo ano consecutivo.
DESTAQUE NO BRASILEIRO DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS
Paola foi um dos destaques do Irefes/Sesport na campanha do título brasileiro deste ano. Ela foi a maior pontuadora da competição, com 95 pontos.
Na final, o Irefes venceu o All Star Rodas Pará (PA) por 51 a 39 e a craque teve 18 pontos, 14 rebotes e 5 assistências, sendo escolhida a MVP da Final (melhor jogadora) e a MVP da competição. O Campeonato Brasileiro foi disputado em setembro deste ano, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo (SP).

Em 2023, Paola foi medalhista de bronze com a seleção brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago. O resultado, porém, não foi suficiente para classificar o Brasil para os Jogos Paralímpicos de Paris-2024.
“É UM SONHO REALIZADO”
Paola não esteve presente à cerimônia de entrega do Prêmio Paralímpico em São Paulo porque ela está na Itália. Mas não de férias. A craque disputa também a temporada europeia pelo SBS Bergamo, equipe que joga o Campeonato Italiano e a Eurocopa de basquete em cadeira de rodas.
De lá, ela conversou com a reportagem do Folha Vitória e mostrou-se emocionada com a premiação.
“Este ano foi um ano de muitas vitórias! Eu recebi este prêmio também no ano passado, quando eu também vim jogar na Itália. Mas quando eu retornei ao Brasil , eu estava com uma lesão nos dois ombros, pelo excesso de treinamentos e jogos, e tive que me cuidar. Foi muito complicado, mentalmente, saber até que ponto eu conseguiria ir este ano. E depois de muito trabalho, eu consegui retornar aos treinos e aos jogos normalmente e conseguimos a vitória linda no Brasileiro. Tive a oportunidade de ser um dos destaques da equipe e, pra mim, foi mais do que importante!, contou Paola.

A melhor jogadora do Brasil lembra que, quando mais jovem, tinha uma lista de desejos pra alcançar como atleta. E comemora que, hoje, a lista está praticamente completa.
“Receber este prêmio foi a concretização real de tudo que eu passei este ano! Fui campeã brasileira pela equipe, tive a oportunidade de ser MVP da competição pela primeira vez, fui capitã da seleção brasileira pela primeira vez. Então, foi um ano de muitas conquistas pessoais. A garotinha Paola, que sonhava com muitas coisas que aconteceram este ano, deu vários ‘checks’ na lista dos desejos (rsisos). Foi um dos anos mais importantes da minha carreira”.
E completou, lembrando que o sucesso nas quadras vem do esforço diário nos treinos e na rotina de atleta de alto rendimento.
“Ser escolhida como a atleta mais importante do Brasil ou a melhor atleta do Brasil, entre homens e mulheres, não é só um sonho. É concretização e á o que mostr que o trabalho tá realmente sendo bem feito, que o suor deixado no treino tá sendo válido, que o tanto que eu treino está dando resultado. Esse prêmio mostra realmente que tá valendo a pena! É um sonho pra qualquer atleta receber este prêmio”
INÍCIO NO BASQUETE AOS 12 ANOS
Natural de São Paulo, Paola Klokler nasceu com má-formação congênita da perna esquerda. Ela conheceu o basquete em cadeira de rodas aos 12 anos de idade.
Entre os principais títulos na carreira, estão a medalha de bronze nos Parapans de Santiago-2023, Lima-2019, Toronto-2015 e Guadalajara-2011.
PAIXÃO PELO ESPÍRITO SANTO
Paola chegou ao Espírito Santo em 2018 e passou a jogar pelo Irefes em 2019. A adaptação foi rápida e, hoje, ela é grata e apaixonada pelo Estado.
“Eu amo o Espírito Santo. Adotei realmente a cidade para a minha vida e me sinto muito valorizada como atleta! Inclusive, este foi meu primeiro ano como bolsista do Bolsa Atleta. E esse recurso foi muito importante pra eu conseguir me manter em treinamento e melhorar da lesão a tempo de competir”, conta Paola, que mora em Serra e é contemplada pelo programa Bolsa Atleta, da Sesport.
Fonte: Folha Vitória.