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9 de setembro de 2026Estado criou 24,2 mil empregos formais no primeiro semestre, mas informalidade avançou e atingiu 40% dos trabalhadores
O Espírito Santo registrou a menor taxa de desemprego da série histórica no segundo trimestre de 2026. O índice de desocupação caiu para 2,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o Estado manteve a menor taxa de desemprego da Região Sudeste e passou a ocupar a terceira posição entre os estados brasileiros, atrás apenas de Santa Catarina e Mato Grosso.
A análise foi feita pelo Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, com base nos dados da PNAD Contínua.
Número de desempregados fica abaixo de 50 mil
O Espírito Santo encerrou o segundo trimestre com aproximadamente 2,129 milhões de pessoas na força de trabalho. O número de desocupados caiu de 66 mil para 49 mil entre o primeiro e o segundo trimestre.
Foi a primeira vez desde o início da série histórica, em 2012, que o Estado registrou menos de 50 mil pessoas desocupadas.
A taxa também apresenta uma forte redução no longo prazo. No terceiro trimestre de 2020, o desemprego chegou a 14,2%. Desde então, o indicador recuou 11,9 pontos percentuais, até alcançar os atuais 2,3%.
O número de pessoas ocupadas também aumentou. O Estado chegou a aproximadamente 2,080 milhões de trabalhadores ocupados, cerca de 71 mil a mais que no primeiro trimestre.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio, André Spalenza, o resultado mostra a força do mercado de trabalho capixaba, mas também aumenta a necessidade de melhorar a qualidade das ocupações.
“A taxa de desemprego chegou a um nível historicamente baixo e mostra que a maior parte das pessoas que busca uma oportunidade consegue se inserir rapidamente no mercado.”
Informalidade sobe e chega a 40%
Apesar da queda histórica do desemprego, a informalidade avançou no período.
A taxa passou de 38,6% para 40% entre o primeiro e o segundo trimestre, atingindo o maior nível desde o segundo trimestre de 2022. O índice também ficou acima da média nacional, de 37,4%.
Em números absolutos, o Espírito Santo passou a ter aproximadamente 832 mil trabalhadores informais, 57 mil a mais do que no primeiro trimestre.
Para Spalenza, a informalidade é o principal desafio do mercado de trabalho capixaba.
“O Espírito Santo já possui um mercado de trabalho com desemprego muito baixo. Agora, é importante transformar esse avanço em empregos de maior qualidade, ampliando a formalização e a proteção social.”
ES cria 24,2 mil empregos formais no semestre
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também mostram um desempenho positivo do mercado de trabalho.
No primeiro semestre de 2026, o Espírito Santo criou 24.177 empregos com carteira assinada, alta de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. Foram 3.494 postos a mais.
Todos os grandes setores registraram saldo positivo:
| Setor | Novos empregos |
|---|---|
| Serviços | 9.180 |
| Agropecuária | 7.867 |
| Indústria | 3.309 |
| Construção | 3.029 |
| Comércio | 792 |
| Total | 24.177 |
A Agropecuária teve forte influência das contratações temporárias relacionadas à safra de café. Já a Construção registrou crescimento de 73,1% na geração de postos.
Com o resultado, o Espírito Santo chegou a 940.383 vínculos formais em junho, alta de 1,9% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O setor de Serviços concentrava 45,4% desses vínculos, enquanto o Comércio respondia por 25,2%.
Vitória lidera geração de empregos
Entre os municípios capixabas, Vitória liderou a criação de empregos formais no primeiro semestre, com 4.182 postos.
Na sequência aparecem:
| Município | Empregos gerados |
|---|---|
| Vitória | 4.182 |
| Linhares | 2.523 |
| Aracruz | 2.106 |
Em Linhares, a Agropecuária respondeu por 1.140 vagas. Já em Aracruz, a Indústria criou 1.530 postos.
Interior concentra 69% das novas vagas
A geração de empregos também avançou para o interior do Estado. Os municípios fora da Região Metropolitana da Grande Vitória foram responsáveis por 16.607 novos postos, cerca de 69% do total estadual.
Na Grande Vitória, foram criadas 7.570 vagas no período.
Apesar do resultado, a geração de empregos no interior ainda apresenta forte influência da sazonalidade da Agropecuária, principalmente por causa das contratações para a safra de café.
“O desafio é fortalecer os demais setores para absorver essa mão de obra e ampliar as oportunidades de permanência no mercado formal ao longo do ano”, afirmou Spalenza.
Fonte: Folha Vitória





































