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15 de julho de 2026A gasolina vendida nos postos brasileiros passará a conter 32% de etanol anidro a partir de 1º de agosto. A medida foi aprovada ontem (14) pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo período.
Atualmente, a mistura obrigatória é de 30%. O aumento para o chamado “E32” faz parte da estratégia do governo federal para ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir a necessidade de importação de gasolina e diminuir os impactos das oscilações do mercado internacional de petróleo, agravadas pelos conflitos no Oriente Médio.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mudança permitirá que o Brasil deixe de importar cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano, fortalecendo a segurança energética nacional. A pasta também estima uma redução de aproximadamente R$ 0,03 por litro no preço da gasolina ao consumidor, em razão da maior participação do etanol, combustível produzido no País.
A decisão foi baseada em estudos técnicos realizados durante a implementação da Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. Os testes concluíram que a gasolina com 32% de etanol apresenta comportamento semelhante ao das misturas atualmente comercializadas, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores movidos exclusivamente a gasolina.
Embora a resolução tenha caráter temporário, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a intenção do governo é tornar o E32 permanente, caso o cenário internacional e o abastecimento interno permaneçam favoráveis.
Produção de etanol e benefícios
A medida também é sustentada pelo crescimento da produção nacional de etanol. A expectativa do governo e do setor sucroenergético é de uma safra recorde em 2026, impulsionada pelo maior direcionamento da cana-de-açúcar para a fabricação do biocombustível e pela expansão da produção de etanol de milho.
Além de reduzir a dependência de derivados de petróleo importados, o aumento da mistura amplia a participação dos combustíveis renováveis na matriz energética brasileira e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.
Fonte: O Paraná





































