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28 de julho de 2026O Espírito Santo colocou dois produtores no pódio dos principais concursos de queijo do país em 2026. A Queijaria Fazenda Carnielli conquistou três medalhas no Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau, e a Queijaria Giacomin, de João Neiva, levou bronze na ExpoQueijo Brasil, em Araxá.
Foram ouro, prata e bronze para a Carnielli, em três categorias diferentes. O bronze veio com o Morbier, a prata com o Parmesão Reserva e o ouro com o Centenário. Este último recebeu a maior nota do estado na competição e foi reconhecido como o Melhor Queijo do Espírito Santo na Seleção Queijista do prêmio.
Os resultados importam porque medem o setor capixaba contra uma base nacional ampla. O Prêmio Queijo Brasil chegou à 9ª edição com cerca de 2.500 produtos inscritos de 17 estados. A ExpoQueijo Brasil reuniu por volta de mil queijos de 19 países. Em ambos, o julgamento é feito por júri técnico, com avaliação sensorial de aroma, textura, sabor, maturação e qualidade geral.
Conquistar três medalhas em categorias distintas na mesma edição, do Morbier ao Parmesão Reserva ao Centenário, indica domínio de estilos diferentes de produção, e não de uma única especialidade. Queijos de longa maturação, caso do Parmesão Reserva, exigem controle de temperatura, umidade e manejo de casca ao longo de meses.
O nome Centenário faz referência à tradição familiar da Fazenda Carnielli. No paladar, o queijo entrega o resultado de um processo de maturação prolongado, a mesma variável que sustentou a nota mais alta do estado no concurso.
O movimento não é isolado. Em 2025, cresceu no estado o número de queijarias artesanais que buscam certificação, participam de concursos e investem em maturação. As regiões serranas do ES reúnem altitude, temperatura amena e água de qualidade, condições associadas à produção e à maturação de queijos artesanais. O que ainda faltava era profissionalização, e os prêmios de 2026 sinalizam avanço nessa direção.
O mercado de queijo artesanal brasileiro cresce na mesma lógica que sustenta o café especial e o chocolate de origem. O consumidor quer saber de onde vem o produto, quem fez e como foi feito. Rastreabilidade de origem, processo documentado e reconhecimento por jurados técnicos são os atributos que separam o queijo artesanal premiado da produção de escala.
O Centenário, com ouro no Prêmio Queijo Brasil e a maior nota do ES, reúne esses três atributos. Para o setor capixaba, o desafio a partir de agora é transformar o reconhecimento pontual em presença recorrente nas próximas edições dos dois concursos, e ampliar o número de queijarias do estado capazes de disputar categorias de longa maturação.
Fonte: Folha Vitória





































