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10 de junho de 2026Na última vez que o Brasil foi campeão do mundo, em 2002, as câmeras digitais estavam começando a se popularizar, o Orkut ainda nem existia e a conexão à internet era feita por linha telefônica (discada).
Vinte e quatro anos depois, a Seleção Brasileira ainda persegue o hexa. A nova chance vem na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá.
A competição começa nesta quinta-feira, com cerimônia de abertura às 14h30 e bola rolando às 16h30 para México x África do Sul no estádio Azteca, na Cidade do México. O Brasil estreia no sábado (14) contra Marrocos, às 19 horas, no Metlife Stadium, em Nova Jersey. Na sequência, enfrenta o Haiti no dia 19, às 21h30, e a Escócia no dia 24, às 19 horas.
Sem vencer a Copa desde o Mundial da Coreia e do Japão em 2002, a Seleção Brasileira ainda consegue ser uma das favoritas e o Folha Vitória lista cinco motivos para animar a torcida brasileira.
5 motivos para acreditar no Brasil na Copa
1 Coincidências com o tetra de 94
Assim como agora, na Copa de 1994 o Brasil também vivia um jejum de 24 anos sem vencer o Mundial. E assim como agora, a competição que quebrou este jejum foi disputada nos Estados Unidos (que em 2026 divide o status de país-sede com México e Canadá).
A campanha nas Eliminatórias também é outra coincidência, com críticas e mau desempenho em ambas as épocas.
Em 2026, Wesley foi cortado a uma semana da estreia do Brasil. Em 1994, Mozer viveu situação semelhante e foi cortado por lesão, sendo substituído por Aldair. Já durante o Mundial de 94, Ricardo Rocha também se lesionou, mas foi mantido no grupo a pedido dos jogadores. Em 2026, Neymar segue sem condições de jogo, mas permanece no elenco.
Em 1994, Bebeto eternizou a comemoração “embala neném” ao fazer o segundo gol do Brasil na vitória sobre a Holanda, nas quartas de final. Em 2026, quem está “esperando um filho” é o atacante Endrick, casado com a influenciadora Gabriely Miranda.
2 A “Magia” do Grupo C
O sorteio colocou o Brasil como cabeça de chave do Grupo C, junto com Marrocos, Escócia e Haiti. Nas estatísticas recentes da Fifa, essa chave virou um verdadeiro “amuleto”
- O Brasil foi campeão em 2002 partindo justamente do Grupo C.
- A França, campeã em 2018, iniciou sua campanha vitoriosa no Grupo C.
- A Argentina, campeã em 2022, também saiu do Grupo C para erguer a taça.
3 Técnico vencedor e semelhança com Felipão
Carlo Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira em maio do ano passado e teve pouco tempo para conhecer os jogadores, o futebol brasileiro e entender a melhor forma de trabalhar com uma seleção nacional, uma novidade para o multicampeão treinador italiano.
Entretanto, Ancelotti é um dos treinadores mais vencedores do futebol mundial, com cinco títulos da Liga dos Campeões.
Existe ainda um paralelo interessante entre Ancelotti de hoje e Felipão na Copa de 2002.
- Em 2001, Luiz Felipe Scolari assumiu uma seleção desacreditada.
- Em 2002, foi campeão.
Agora:
- Em 2025, Ancelotti assume uma seleção contestada.
- Em 2026, tentará repetir a transformação
4 Vini Jr., o “novo Rivaldo”?
Se Vini Jr. repetir o roteiro de Rivaldo, o hexa está muito perto.
Rivaldo era o jogador mais vaiado e contestado pela torcida brasileira nas Eliminatórias para 2002. Ele chegou a ser vaiado no Morumbi, chamado de “pipoqueiro” e acusado de render no Barcelona e “sumir” na Seleção.
5 Neymar, sempre Neymar
A Copa de 2026 é a última da carreira de Neymar. E pode ser o “Canto do Cisne”, consagrando de vez com o craque com a camisa 10 da Seleção Brasileira.
O ídolo de 34 anos é o maior artilheiro da história da Seleção em jogos oficiais, com 79 gols — dois a mais do que Pelé —, é o líder em assistências (59), é o maior goleador brasileiro nas Eliminatórias (16 gols) e é o segundo jogador com mais partidas pelo Brasil, com 128 jogos, atrás somente do capitão Cafu (150).
O atacante superou a desconfiança e, mesmo sem estar em nenhuma convocação anterior de Carlo Ancelotti, apareceu na lista final de 26 convocados.
Neymar não joga desde o dia 17 de maio, quando sofreu uma lesão muscular grau 2 na panturrilha durante partida do Santos contra o Coritiba. Desde então, o atacante vem realizando trabalhos específicos para acelerar a recuperação. Ainda assim, sua presença é fator de motivação para o elenco canarinho, que vê no camisa 10 um líder ideal para conduzir o Brasil ao hexa.
Fonte: Folha Vitória




































