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19 de agosto de 2026Entre os dias 19 e 21 de agosto, Santa Teresa recebe mais uma edição do Simbioma, o Simpósio sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, um dos encontros mais importantes do Espírito Santo voltados à ciência, conservação, educação ambiental e valorização do bioma.
Em 2026, o evento chega à sua 14ª edição com o tema “Ecossistemas aquáticos da Mata Atlântica: da integridade dos rios à sustentabilidade dos territórios”.
O tema não poderia ser mais atual. Falar sobre rios, nascentes, áreas úmidas, manguezais e demais ambientes aquáticos tem se tornado extremamente importante para que a sociedade consiga sobreviver em um mundo equilibrado, com água, biodiversidade, cidades confortáveis, produção de alimentos, comunidades saudáveis e, por incrivel que pareça, um futuro.
Aproximar ciência e sociedade
O Simbioma reúne pesquisadores, estudantes, professores, profissionais da área ambiental, instituições e pessoas interessadas na conservação da Mata Atlântica. A proposta é criar um espaço de troca de conhecimentos, apresentação de pesquisas, relatos de experiências e debates sobre os desafios enfrentados por um dos biomas mais ameaçados do Brasil.

Realizado em Santa Teresa, município com forte tradição científica e ambiental, o evento também reforça a importância histórica do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão e do Instituto Nacional da Mata Atlântica na produção e divulgação de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.
Santa Teresa é um território simbólico para quem trabalha com conservação. Suas florestas, rios, montanhas e instituições científicas ajudam a contar uma parte importante da história ambiental do Espírito Santo.

A água como eixo da vida
A escolha do tema deste ano chama atenção para uma questão essencial: não existe conservação da Mata Atlântica sem proteção de seus ecossistemas aquáticos.

Os rios conectam montanhas, florestas, áreas rurais, cidades e o mar. As nascentes garantem a origem da água. Os manguezais recebem essa água no encontro com as marés e funcionam como berçários naturais para inúmeras espécies. Áreas úmidas, brejos, córregos e lagoas completam essa rede delicada, muitas vezes invisível aos olhos da população.
Quando esses ambientes são degradados, os impactos aparecem em várias dimensões: perda de biodiversidade, redução da qualidade da água, erosão, assoreamento, enchentes, secas mais severas, prejuízos econômicos e riscos sociais.
Por isso, discutir a integridade dos rios e a sustentabilidade dos territórios é também discutir o tipo de futuro que queremos construir.
Instituto Últimos Refúgios também estará presente
O Instituto Últimos Refúgios participará mais uma vez do Simbioma, dando continuidade a uma parceria de longa data com o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, o Instituto Nacional da Mata Atlântica, pesquisadores e organizadores do evento.
Essa relação vem de antes da criação do INMA e se mantém ao longo dos anos por meio de apoio à comunicação, divulgação científica, atividades culturais, educação ambiental e valorização da biodiversidade capixaba. O Instituto participou de todas as edições do Simbioma, seja com estande, oficina, representantes institucionais ou outras ações de apoio.
Em 2026, a participação será novamente marcada pela presença de estande, materiais educativos, brindes e atividades voltadas à aproximação do público com a natureza.
A temática deste ano dialoga diretamente com projetos recentes do Instituto Últimos Refúgios, como “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, voltado à documentação e valorização dos manguezais do Espírito Santo, e produções audiovisuais ligadas aos rios capixabas, como o documentário “Águas do Itapemirim”.
Um convite à comunidade
O Simbioma é também uma oportunidade para que a comunidade se aproxime da ciência e compreenda melhor a importância da Mata Atlântica no cotidiano de todos nós.
Afinal, os rios que abastecem cidades, as florestas que protegem nascentes, os manguezais que sustentam a vida marinha e os ecossistemas que equilibram o clima não pertencem apenas aos pesquisadores. Eles fazem parte da vida de toda a sociedade.
Eventos como o Simbioma ajudam a transformar conhecimento científico em consciência pública. E, em um tempo em que os ecossistemas aquáticos enfrentam tantas pressões, participar dessas discussões é também uma forma de fortalecer a conservação.
Santa Teresa recebe, mais uma vez, pesquisadores, estudantes, instituições e comunidade para pensar o presente e o futuro da Mata Atlântica.
Que o Simbioma 2026 inspire novas pesquisas, novas parcerias e novos olhares para as águas que sustentam a vida. Nos vemos por lá!

Fonte: Folha Vitória





































