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19 de janeiro de 2026O Grupo Imetame fechou um grande acordo com uma gigante europeia para movimentar cargas pelo porto que está sendo construído em Aracruz, mas há pedras pelo caminho
No dia 23 de dezembro, o Grupo Imetame ea Hanseatic Global Terminals (HGT), subsidiária da gigante alemă Hapag-Lloyd, líder em transporte de contêineres, anunciaram um acordo com força para colocar o porto que a Imetame estå construindo em Aracruz, um investimento de mais de R$ 2 bilhões a ser inaugurado em meados de 2026, entre os mais importantes do Brasil. Trata-se de algo estratégico para a economia do Espírito Santo, afinal, com a reforma tributária entrando em vigor e com os incentivos fiscais com data marcada para acabar (final de 2032), é fundamental a busca por eficiência econômica para o Estado seguir atraindo atividade.
A HGT passou a deter 50% das ações da Imetame Logistica Porto e o foco será na operação de contêineres. Em principio, a capacidade anual do terminal será de 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida para calcular o volume de um contêiner) e a profundidade é de 17 metros, o suficiente para recepcionar grandes navios. Para efeito de comparação, atualmente, as áreas de contêineres do Porto de Santos têm 15 metros de profundidade. O objetivo é transformar o Porto da Imetame em um grande concentrador brasileiro de cargas, tanto na exportação como na importação. Hoje, o Porto de Vitória recebe poucas embarcações diretamente de fora do país. Grande parte da carga do Espírito Santo vai ou vem de Santos e Rio de Janeiro. Se o projeto da Imetame der certo, e ter uma Hapag-Lloyd do lado é fundamental para isso, a lógica atual tem tudo para mudar bastante.
Importante ter um olhar mais contextualizado sobre o que está em curso. O projeto da HGT é global. O conglomerado, que possui 22 terminais portuários, quer ter mais de 30 até 2030.0 objetivo é ser uma operadora global de terminais. A Hanseatic Global Terminals Latin America iniciou as suas operações em agosto do ano passado e uma das primeiras tacadas foi o investimento na Imetame.
“A América Latina é um mercado estratégico fundamental para a Hanseatic Global Terminals e para a Hapag-Lloyd. Nossa joint venture com o Grupo Imetame e o desenvolvimento de um novo hub de transbordo e gateway na costa leste do Brasil fortalecem nosso portfólio de terminais, ao mesmo tempo em que enfrentam limitações de capacidade em uma região em crescimento. Esse investimento no porto de Aracruz beneficia o Brasil ao fortalecer a infraestrutura comercial por meio de um porto mais próximo dos mercados consumidores e das principais rotas globais de navegação do que os portos de entrada tradicionais – proporcionando assim, a vários estados originários de carga, um acesso alternativo e mais eficiente aos mercados globais”, esclareceu Dheeraj Bhatia, CEO da Hanseatic Global Terminals, no comunicado ao mercado que rodou em 23 de dezembro..
Nessa última manifestação, o prejuízo das empresas que escoam carga por ali superou os R$ 200 milhões, mas o rombo para o Espírito Santo, que ficará com a pecha de ser um local inseguro para operações caso a situação não seja resolvida, e para o Brasil será incalculavelmente maior.
Para sermos de fato uma plataforma logística eficiente e confiável, há bastante trabalho pela frente. Muito está nas mãos do governo federal… Que fica na “ilha” de Brasilia. Portanto, o empresariado, a sociedade civil organizada, os governos locais e os políticos do Espírito Santo precisam entender a dimensão do desafio e gastar um pouco mais de saliva e sola de sapato por aqui e lá no Planalto Central.
Fonte: A Gazeta




































