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22 de outubro de 2026Quando pensamos em doenças renais, geralmente lembramos de adultos com pressão alta ou diabetes. Mas você sabia que algumas alterações nos rins podem começar antes mesmo do nascimento? Neste mês em que comemoramos o Dia das Crianças, quero chamar a atenção para um cuidado que muitas famílias desconhecem: a saúde renal também precisa ser acompanhada desde a infância, mesmo quando a criança parece saudável.
Diferentemente dos adultos, muitas doenças renais infantis estão relacionadas a alterações na formação dos rins e das vias urinárias, condições hereditárias ou doenças que surgem durante o crescimento. Algumas podem ser identificadas ainda no ultrassom pré-natal, enquanto outras só são descobertas após infecções urinárias ou alterações em exames. Reconhecer essas condições precocemente permite iniciar o acompanhamento adequado e reduzir o risco de complicações futuras.
Quais sinais de problemas renais merecem atenção?
Na prática clínica, considero fundamental orientar os pais sobre sinais que não devem ser ignorados:
- Inchaço ao redor dos olhos ao acordar;
- Pernas inchadas;
- Urina avermelhada ou muito espumosa;
- Diminuição importante da quantidade de urina;
- Dificuldade ou dor para urinar merecem atenção.
Infecções urinárias repetidas também precisam ser investigadas.
Nos bebês, os sinais podem ser menos evidentes: febre sem causa aparente, irritabilidade, dificuldade para mamar, vômitos e baixo ganho de peso podem indicar problemas urinários ou renais.
Crianças também podem ter pressão alta
Outro ponto que surpreende muitas famílias é que crianças também podem apresentar pressão alta. Diferentemente dos adultos, a pressão arterial considerada normal na infância varia conforme a idade, o sexo e a altura. Por isso, valores aparentemente normais para um adulto podem estar elevados para uma criança.
A partir dos três anos, a pressão deve ser avaliada periodicamente nas consultas pediátricas, e antes dessa idade quando existem fatores de risco. Alterações renais também podem interferir no crescimento, no ganho de peso e na saúde dos ossos.
A investigação começa com uma avaliação médica cuidadosa e, quando necessário, exames simples de sangue e urina ou ultrassonografia dos rins. Nem toda criança precisa realizar esses exames rotineiramente, mas aquelas com alterações identificadas no pré-natal, histórico familiar de doença renal, infecções urinárias recorrentes ou sinais suspeitos merecem acompanhamento individualizado.
Hábitos que ajudam a proteger os rins das crianças
Em casa, algumas atitudes ajudam a proteger os rins:
- Oferecer água regularmente;
- Incentivar hábitos adequados de higiene;
- Evitar que a criança permaneça muitas horas sem urinar;
- Prevenir a prisão de ventre;
- Reduzir o excesso de sal e alimentos ultraprocessados;
- Não utilizar medicamentos sem orientação.
Ausência de urina por período prolongado, inchaço importante, sangue visível na urina ou febre acompanhada de prostração exigem avaliação médica rápida.
Neste mês dedicado às crianças, vale lembrar que cuidar dos rins também é investir no futuro. Reconhecer sinais precoces, acompanhar o crescimento e valorizar as consultas pediátricas são atitudes que podem evitar complicações e preservar a saúde renal por toda a vida.
fonte: folha vitória




































