
FAACZ promove 3ª edição do Júri Simulado e fortalece a formação prática dos estudantes de Direito
21 de julho de 2026Dia Mundial do TDAH destaca importância do diagnóstico correto e combate aos preconceitos
No dia 13 de julho é celebrado o Dia Mundial do Transtorno do Déficit
de Atenção e Hiperatividade (TDAH), data dedicada à conscientização
sobre uma condição do neurodesenvolvimento que afeta crianças,
adolescentes e adultos. Caracterizado por sintomas de desatenção,
impulsividade e hiperatividade, o transtorno pode comprometer o
desempenho escolar, profissional, os relacionamentos e a qualidade de
vida quando não é identificado e tratado adequadamente.
Segundo o psiquiatra da Rede Meridional, José Luis Leal, um dos
principais desafios ainda é combater os mitos que cercam o transtorno.
“Muitas pessoas acreditam que pessoas com TDAH — desatentas,
hiperativas e impulsivas — têm falta de educação, disciplina ou
desinteresse, mas trata-se de uma condição neurobiológica reconhecida
pela medicina. O diagnóstico adequado permite que o paciente desenvolva
estratégias para lidar com os sintomas e tenha uma vida plenamente
produtiva”, afirma.

Embora seja frequentemente identificado na infância, o TDAH também
pode ser diagnosticado na vida adulta. Em muitos casos, pessoas convivem
por anos com dificuldades de concentração, organização, planejamento
e controle da impulsividade sem compreender a origem desses sintomas. O
diagnóstico é clínico e realizado por um profissional habilitado,
levando em consideração o histórico do paciente, entrevistas e
critérios estabelecidos internacionalmente.
Não existe um exame laboratorial capaz de confirmar o transtorno, mas
uma avaliação clínica bem realizada e uma avaliação
neuropsicológica permitem elaborar um diagnóstico preciso, inclusive
diferenciando de outros fatores que podem gerar desatenção,
desmotivação, hiperatividade e impulsividade. O tratamento pode
envolver acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, intervenções
comportamentais e, quando indicado, uso de medicamentos.
Segundo Leal, a abordagem deve ser individualizada e considerar as
necessidades de cada paciente. “O tratamento não busca mudar a
personalidade da pessoa, mas reduzir os prejuízos causados pelos
sintomas, favorecendo o aprendizado, os relacionamentos, o desempenho
profissional e o bem-estar”, ressalta. O especialista destaca ainda que
a informação é uma importante aliada no combate ao preconceito.
“Quanto mais a população conhece o TDAH, mais cedo as pessoas procuram
ajuda e menores são os impactos da condição ao longo da vida”,
conclui.
Fonte: Flávia Varela – Mile4 Assessoria de Comunicação





































