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26 de outubro de 2026no segundo turno da eleição para a Presidência da República, neste domingo (25/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai buscar a anulação do resultado da votação.
Em pronunciamento feito após o Tribunal Superior Eleitoral proclamar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de estender o horário da votação por duas horas.

“O que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira”, afirmou Flávio.
“O que aconteceu hoje (domingo) não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil.”
Na avaliação do candidato, o que houve nesta eleição foi “uma quebra total de isonomia entre os brasileiros”.
“Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições em que as coisas aconteceram nesse momento.”
Cronologia
O pedido de extensão do horário de votação foi feito pela coligação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nos autos de processo distribuído por sorteio no TSE ao gabinete do presidente, às 12h38.
A coligação informava ao tribunal que não havia oferta suficiente de ônibus nas cidades baianas de Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Segundo Nunes Marques, o pedido de extensão do horário nesses locais foi feito por volta das 15h30.
Às 16h01, o presidente despachou dando 30 minutos para o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia esclarecer as providências adotadas. Ele disse que seria necessário “se debruçar e detectar qual é o nível de problema” que as regiões estavam enfrentando antes de tomar uma decisão.
Pouco depois, via decisão monocrática em uma reclamação constitucional, Zanin determinou que a votação seguisse até as 19h em todo o país. Posteriormente, esclareceu que a ordem valia para as sessões eleitorais que tinham permanecido abertas.
O que Flávio Bolsonaro não mencionou no pronunciamento foi que seu partido também pediu a extensão do horário, alegando dificuldades para a votação em São Paulo, Santa Catarina e Paraná por causa das fortes chuvas.
Fonte: Consultor Jurídico




































